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Nacional

Aliança encontrada em corpo confirma morte de PM desaparecido

A Polícia Militar e a Polícia Civil de São Paulo localizaram um corpo na manhã deste domingo (11) em uma área de mata no bairro do Cipó, em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo.

A principal hipótese indica que o corpo pertence ao policial militar Fabrício Gomes de Santana, conhecido como cabo Santana, desaparecido desde a última quarta-feira (7). Familiares do militar identificaram as roupas encontradas no local e confirmaram que a aliança localizada no corpo é dele, embora a identificação oficial dependa de exames periciais.

A localização foi resultado de um trabalho conjunto entre as polícias Civil e Militar. Segundo o capitão Bazela, do 2º Choque da PM, no sábado (10) foram realizadas buscas na região, mas o corpo não foi encontrado. Na manhã deste domingo, uma nova operação, com a colaboração do Comando de Operações Especiais e do canil da PM, resultou na descoberta do local exato do falecimento.

As investigações apontam que o cabo Santana estava no Jardim Horizonte Azul com um amigo, Isaque, quando um homem conhecido como Riclecio apareceu. Durante a conversa, Riclecio tentou usar cocaína e foi advertido pelo policial. Após uma discussão, ele se retirou e informou a líderes do tráfico na região sobre a profissão do policial.

Isaque foi convocado ao local, onde o cabo Santana, desarmado, foi submetido a um “tribunal do crime” e condenado à morte, segundo relatos da polícia. Imagens de câmeras de segurança mostraram um dos suspeitos, conhecido como “Gato Preto”, dirigindo um Chevrolet Corsa, enquanto outro homem conduzia o veículo de Fabrício até o local onde foi incendiado. O corpo foi então levado a uma área de chácaras em Embu-Guaçu, onde foram encontrados indícios de solo recentemente alterado.

André, proprietário do sítio, teve a prisão temporária decretada. A polícia investiga a participação de Isaque, que tem ligações com o tráfico de drogas, e explora possíveis conexões com facções criminosas. Investigadores consideram que André pode ter ligações com o PCC, embora a relação ainda esteja sob investigação. O caseiro do sítio foi ouvido e liberado, sem acusação formal.

O delegado Vitor Santos de Jesus, da Delegacia de Itapecerica da Serra, informou que pelo menos outras quatro pessoas estão envolvidas na execução e no descarte do corpo e do veículo. A apuração segue, e novas prisões não estão descartadas, além dos quatro homens já detidos.

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