
A Rebel Wolves, estúdio formado por ex-membros da equipe responsável por The Witcher 3: Wild Hunt, apresentou detalhes de seu jogo de estreia, The Blood of Dawnwalker. O título, que promete redefinir as convenções dos RPGs de mundo aberto e a mitologia vampírica, se passa no Vale Sangora, um reino fictício do século XIV marcado por fome, pragas e uma onda de mortos-vivos.
Dirigido por Konrad Tomaszkiewicz, o jogo inova ao destacar o tempo como o recurso mais importante da narrativa. As decisões do jogador, tomadas na busca para salvar a família do protagonista, têm implicações reais em termos temporais, criando uma dinâmica que desafia os jogadores a fazerem escolhas difíceis.
Vampiros reimaginados
No universo de The Blood of Dawnwalker, os vampiros são representados de maneira distinta e grotesca. Sob a liderança de Brencis, um imortal da Roma Antiga, essas criaturas possuem bocas cheias de presas em forma de agulha. Em um conceito inovador, a transformação de novas criaturas não ocorre por mordidas tradicionais, mas pela utilização dessas presas para cravar o coração das vítimas.
“Queremos contar uma história com vampiros, não apenas sobre vampiros”, afirma Tomaszkiewicz. A narrativa examina as interações entre diferentes clãs de vampiros, apresentando uma abordagem mais complexa do que o bem contra o mal. Elementos clássicos como alho e luz solar aparecem, mas com mecânicas de jogo alteradas; por exemplo, a prata desempenha um papel crucial na dualidade do protagonista.
Coen e os ciclos dia/noite
O protagonista Coen, que sofre de argiria devido à sua experiência em minas de prata, não consegue se transformar totalmente em vampiro, vivendo entre os mundos humano e vampírico. Essa condição forma a base do jogo.
“Precisávamos criar dois loops de jogabilidade distintos”, explica o diretor. Durante o dia, Coen é mais vulnerável, utilizando rituais e magias como “Compel Soul”, que permite interrogar os mortos, embora frequentemente em enigmas. À noite, o jogador ganha novas habilidades como o “Shadow Step” e enfrenta a “Sede de Sangue”, que, se não saciada, pode levar a consequências drásticas, como atacar NPCs aliados.
A gestão de escolhas
A estrutura de The Blood of Dawnwalker permite que os jogadores abordem missões tanto de dia quanto de noite, alterando a experiência de forma significativa. As decisões incluem derrubar líderes vampiros que isolaram o mundo ou buscar vingança contra seu criador.
Com lançamento previsto para 2026 e distribuição pela Bandai Namco, o jogo se consolida como um dos lançamentos mais esperados da nova geração de consoles e PC. A gestão do tempo e as questões morais complexas prometem provocar reflexão nos jogadores antes de suas ações.










