Passaporte de Eliza Samudio encontrado em Portugal confirma identificação, caso misterioso permanece sem resolução

O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou, nesta terça-feira (6), o recebimento de um passaporte atribuído a Eliza Samudio, atriz e modelo paranaense falecida em 2010. De acordo com o órgão, o documento foi recebido na última sexta-feira (2).
A notícia sobre o passaporte de Eliza voltou à tona após o Portal Leo Dias divulgar que o documento havia sido encontrado em um imóvel em Portugal no final de 2025. Informações indicam que um homem, não identificado, localizou o passaporte entre livros em uma estante de um apartamento de aluguel.
O Consulado informou que está aguardando orientações do Itamaraty para determinar a destinação do documento.
Contato com irmão de Eliza
Em entrevista à CNN Brasil, Arlie Moura, irmão de Eliza, confirmou que os dados pessoais no passaporte, incluindo filiação, data de nascimento e nome completo, são compatíveis com os dela. Arlie indicou, entretanto, que ainda não há confirmação oficial. “Não posso bater o martelo”, destacou, acrescentando que acredita que o documento seja da irmã com base nas informações disponíveis.
Ele relatou que ficou sabendo do caso pela imprensa e mencionou que não mantém contato com sua mãe. “Como sempre, sei só pela mídia”, declarou, e afirmou que continua acompanhando o caso.
Relembre o caso de Eliza Samudio
Eliza Samudio desapareceu em 4 de junho de 2010, após informar amigos sobre uma viagem. Desde então, a atriz, que tinha 25 anos na época, não foi vista. O caso ganhou visibilidade quando alguns suspeitos assumiram o homicídio, levando a jovem a ser oficializada como morta.
Eliza conheceu Bruno Fernandes de Souza, o goleiro Bruno, entre o final de 2008 e o início de 2009. O relacionamento extraconjugal gerou uma gravidez, que foi anunciada em 2009, mas o atleta se recusou a assumir a paternidade.
Enquanto estava grávida, Eliza registrou várias ocorrências policiais. Seu filho, Bruninho, nasceu em fevereiro de 2010. Em junho do mesmo ano, Eliza foi considerada desaparecida, com o último local conhecido sendo um sítio de Bruno em Minas Gerais.
Diligências policiais resultaram na descoberta de roupas e fraldas no local, e o filho foi encontrado na periferia de Belo Horizonte. Algumas pessoas condenadas pela morte de Eliza afirmaram que ela foi estrangulada e esquartejada, mas os restos mortais nunca foram encontrados.
O crime é geralmente atribuído a um plano elaborado pelo ex-goleiro, condenado a 20 anos de prisão, embora ele nunca tenha admitido ter premeditado o assassinato.











