
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir as implicações da Lei Magnitsky sobre sua atuação. A informação foi divulgada em uma nota oficial nesta terça-feira (23).
Além do encontro com Galípolo, Moraes manteve diálogos individuais com a presidente do Banco do Brasil e o presidente jurídico do Banco Itaú. Também ocorreu uma reunião coletiva com líderes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, da FEBRABAN e do BTG, além de vice-presidentes do Santander e do Itaú, onde o foco foi a análise das possíveis consequências da lei, particularmente em relação à manutenção de contas bancárias, cartões de crédito e débito.
A nota do ministro foi uma resposta a uma reportagem do jornal O Globo, que noticiou que Moraes teria contatado Galípolo em pelo menos quatro ocasiões para interceder pelo Banco Master. Essa informação foi confirmada pela CNN Brasil, embora o ministro não tenha mencionado o banco na nota.
Recentemente, o Banco Central impediu a aquisição do Banco Master pelo BRB, alegando falta de documentos que comprovassem sua “viabilidade econômico-financeira”. Dois meses após esta decisão, o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi detido pela Polícia Federal, sendo investigado por fraudes no sistema financeiro.
A situação se complica ainda mais pelo fato de que o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, possuía um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, que previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões entre 2024 e 2027.
Por conta desses eventos, a oposição anunciou que pretende apresentar um pedido de impeachment contra Moraes e elaborar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suas relações com o banco.
Moraes destacou em sua nota:
“O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, da FEBRABAN, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú. Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito.”
Com informações da CNN Brasil.











