
Na manhã desta quinta-feira (18), a Polícia Federal (PF) deflagrou a nova fase da operação Sem Desconto, focando em irregularidades relacionadas ao pagamento de descontos associativos a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O senador Weverton Rocha (PDT-MA) é um dos alvos da ação.
Weverton Rocha ocupa atualmente o cargo de vice-líder do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e é responsável por relatar temas relevantes no Senado, como a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a revisão da Lei do Impeachment.
Nesta operação, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, todas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. As ações da PF se estendem por diversos estados, incluindo São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.
O objetivo da operação é esclarecer a prática de crimes que incluem inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Declaração do senador
Em um comunicado, Weverton Rocha expressou surpresa com a operação, que resultou na busca em sua residência em Brasília. O senador declarou que “com serenidade se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral à decisão”.
Contexto da operação Sem Desconto
A primeira fase da operação Sem Desconto foi iniciada em 23 de abril deste ano em conjunto entre a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), revelando um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Na época, as investigações indicavam que as fraudes poderiam somar aproximadamente R$ 6 bilhões. Desde então, já foram presas ao menos 18 pessoas, incluindo políticos e empresários. Com a ação atual, a PF já realizou nove fases da operação.
Com informações da CNN Brasil.











