
Carlos Bolsonaro, senador eleito por Santa Catarina, visitou Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos por delitos relacionados aos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente vandalizaram os prédios do governo em Brasília. Durante a visita, Carlos expressou seu arrependimento, afirmando ter dito: “desculpa, pai. A gente falhou.”
A declaração foi divulgada em um vídeo nesta quarta-feira, 28, logo após a saída de Flávio Bolsonaro, irmão de Carlos, que deixou o Brasil e se dirigiu aos Estados Unidos. Flávio embarcou para Miami três dias após sua derrota nas eleições presidenciais, tendo passado anteriormente pela Argentina. Apesar de ter declarado que entregaria seus passaportes à Polícia Federal em cumprimento a uma ordem judicial, Flávio optou por se afastar do país.
Eleições e Conquistas da Família
A derrota de Jair Bolsonaro na corrida presidencial não impediu a família de obter vitórias em outras frentes eleitorais. Carlos, que antes havia sido vereador no Rio de Janeiro, conquistou uma cadeira no Senado. Além disso, seu irmão Jair Renan Bolsonaro foi eleito deputado federal por Santa Catarina, enquanto sua madrasta, Michelle Bolsonaro, se tornou senadora pelo Distrito Federal. O PL, partido da família, destacou-se ao eleger 121 candidatos à Câmara dos Deputados, formando a maior bancada desde 1990, além de contar com 19 senadores no total.
Ainda no vídeo, Carlos reafirmou a posição de seu pai como um “preso político” e prometeu continuar a luta por sua liberdade, assegurando que a “batalha” ainda não terminou.
Condenação e Controvérsias
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser declarado culpado por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Esses crimes estão relacionados à recusa do ex-presidente em reconhecer o resultado da eleição de 2022, o que culminou nos atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023, onde seus apoiadores invadiram e danificaram as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto.











