
Um médico do Hospital Albert Einstein manifestou opiniões controversas em um post, onde afirmou ter “recursos” para não atender pacientes com preferências políticas específicas. A declaração provocou debate sobre a ética médica e a prática de discriminação no atendimento. O post, que foi excluído antes de completar 24 horas, não esclareceu os critérios que seriam utilizados para selecionar os pacientes.
A Resolução 2.217/2018 do Conselho Federal de Medicina (CFM) classifica a medicina como uma “profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade”, enfatizando que deve ser exercida “sem discriminação de nenhuma natureza”. O Código de Ética Médica é ainda mais claro sobre a obrigação de atendimento em setores de urgência e emergência.
O médico Clederson Dina também atua na clínica de David Uip, um renomado profissional de saúde. Uip, que é ex-diretor-executivo do Incor, não respondeu a questionamentos feitos sobre as declarações de Dina. Além disso, o Hospital Albert Einstein, o CFM, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) e a APM (Associação Paulista de Medicina) não forneceram retorno sobre o assunto.
Essas manifestações geraram reação nas redes sociais e levantaram questões sobre a responsabilidade ética dos profissionais de saúde, especialmente em contextos políticos polarizados. A situação continua a ser acompanhada por diferentes setores da sociedade, que aguardam possíveis posicionamentos formais das instituições envolvidas.










