
O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu o apoio de dois ex-ministros dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger, durante uma reunião em São Paulo na quarta-feira (21 de outubro de 2026). A adesão aconteceu às vésperas do segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25 de outubro), onde Flávio enfrenta o ex-presidente Lula.
Aldo Rebelo, que anteriormente havia se posicionado como pré-candidato pelo DC, tem estado ativo em várias campanhas políticas, incluindo a coordenação da candidatura de Ronaldo Caiado (PSD). Rebelo expressou interesse em discutir temas de crescimento econômico, Amazônia e defesa durante a reunião, mas negou que houve negociação de cargos, afirmando que não recebeu convite para um possível ministério em um governo do PL.
Reunião sobre soberania
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Aldo mencionou que a conversa, realizada no aeroporto de Jundiaí (SP), durou aproximadamente uma hora. Durante o encontro, Flávio Bolsonaro teria se mostrado receptivo às ideias apresentadas. Além dos dois ex-ministros, o professor de filosofia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Gustavo Castañon, que é aliado de Ciro Gomes (PSDB), também esteve presente, embora não tenha participado da conversa principal. Castañon destacou que os ex-ministros buscavam compromissos de Flávio em relação à soberania.
Alinhamento político
Castañon comentou sobre a necessidade de autonomia do Brasil em sua política externa, especialmente em relação aos Estados Unidos e à China. Ele citou a viagem anterior de Jair Bolsonaro à Rússia, ressaltando a importância de diversificar as relações internacionais do país. O professor também fez questão de esclarecer que sua adesão ao apoio a Flávio não o define como bolsonarista e que deixara recentemente o PDT, partido que havia integrando.
Adicionalmente, ele enfatizou que não falava em nome de Ciro Gomes, que ainda não havia declarado voto no segundo turno. O ex-governador foi derrotado por Elmano de Freitas (PT) no Ceará, recebendo 46,22% dos votos válidos.










