
A Promotoria de Justiça do Estado de São Paulo declarou que uma auxiliar desarmada não apresentava situação que justificasse o uso de força letal quando foi ferida. A denúncia ressalta que a mulher permaneceu em sofrimento por mais de 30 minutos antes de receber atendimento médico, o que, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), resultou em sua morte devido às lesões. O órgão também argumenta que a demora no socorro contribuiu para a caracterização de meio cruel, uma vez que a auxiliar, identificada como Thawanna, agonizou sem que a acusada tomasse ações para aliviar suas condições.
Thawanna era mãe de cinco filhos, todos menores de 18 anos, e deixou um esposo. As circunstâncias do caso levantam questões sobre a responsabilidade da soldado Yasmin, que enfrentará um processo judicial. A reportagem está em contato com os representantes legais da acusada, e novas informações serão divulgadas assim que disponíveis.
Investigação aponta indícios de homicídio
A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu que a soldado agiu com a intenção de matar e não em legítima defesa. O relatório final da investigação foi enviado à Justiça Militar, intensificando as suspeitas sobre as ações de Yasmin durante a ocorrência, que aconteceu na rua Edimundo Audran. Durante a apuração, as imagens da câmera corporal de um outro policial foram consideradas essenciais, embora Yasmin não estivesse utilizando o equipamento no momento do incidente.










