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Eleições

Tarcísio de Freitas nega doações irregulares e critica acusações de propina em campanha

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou nesta sexta-feira (4) qualquer irregularidade em doações recebidas durante sua campanha ao governo em 2022. Ele se referiu às alegações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que em proposta de delação afirmou que R$ 2 milhões destinados à campanha de Tarcísio teriam sido negociados como propina. O governador criticou as acusações como “absurdas” e “meio ridículas”, e reforçou sua intenção de esclarecer a situação.

Conforme informações do portal UOL, Vorcaro, preso desde março, afirmou que a doação foi feita por meio de seu cunhado, Fabiano Zettel, com a mediação de Gilberto Kassab, presidente do PSD. Segundo Vorcaro, a doação estava ligada à manutenção de um vínculo do Credcesta, um cartão de crédito consignado para servidores, com o governo paulista. Tarcísio explicou que o Credcesta foi credenciado em 2022, durante a gestão de João Doria, e que a empresa responsável foi descredenciada em 2023, após a liquidação do Banco Master, do qual Vorcaro era dono.

Em suas declarações, Tarcísio enfatizou que o processo de credenciamento do Credcesta é regulado pelo Banco Central. Ele qualificou como improcedente a suposição de que receberia propina para beneficiar uma empresa já em operação e ressaltou que ações de consignação não estão sob controle do Estado. Durante a agenda de campanha em São Carlos, Tarcísio caminhou ao lado do pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

As alegações de Vorcaro, que foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, foram igualmente rebatidas por Kassab, que negou qualquer relação com os ex-banqueiros e as doações mencionadas. O ex-ministro Fernando Haddad (PT), adversário de Tarcísio na atual disputa pelo governo de São Paulo, aproveitou o episódio para explorar as suspeitas em sua propaganda eleitoral, exigindo respostas à população.

Em meio às declarações e movimentações, o caso levanta questões sobre o financiamento de campanhas e as relações entre políticos e empresários, temas que devem permanecer em debate à medida que se aproximam as eleições de 2026.

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