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Internacional

USS Abraham Lincoln atraca na Tailândia e revela ferrugem após 286 dias no mar

Quando o porta-aviões USS Abraham Lincoln atracou no porto de Laem Chabang, na Tailândia, na quarta-feira (3), sua condição chamou a atenção: o navio, com quase 335 metros de comprimento, apresentava significativas áreas deterioradas e cobertas de ferrugem. Esse cenário não é inusitado, segundo informações divulgadas pela CNN, considerando que a embarcação esteve em operação no mar por 286 dias desde sua partida de San Diego em novembro do ano passado, realizando diversas operações de combate no Oriente Médio.

Carl Schuster, um ex-capitão da Marinha dos EUA, explicou que a presença de ferrugem ao longo da linha d’água é comum em embarcações que passam tanto tempo em operação contínua. “Lidar com o problema da ferrugem é um desafio que não pode ser resolvido durante viagens no mar, principalmente em momentos de combate”, destacou Schuster.

As equipes encarregadas de realizar a manutenção precisariam descer até a linha d’água para lixar a ferrugem, aplicar uma camada de primer anticorrosivo e, em seguida, duas demãos de tinta cinza naval. De acordo com Schuster, o processo completo de conservação poderia levar cerca de 30 dias.

Durante a estadia na Tailândia, o USS Abraham Lincoln deve passar por consertos prioritários. A ferrugem nas áreas do casco dianteiro será tratada primeiro, pois é nessas partes que o desgaste é mais intenso devido à navegação em mares agitados e águas salgadas. Embora algumas correções em níveis superiores possam ser feitas enquanto o navio estiver em movimento, reparos nas áreas que exigem maior cuidado só podem ser realizados com a embarcação parada.

O problema da ferrugem deve ser abordado precocemente, conforme Schuster, que comparou a ferrugem a uma “doença contagiosa” que, se não tratada, pode levar a danos mais sérios em componentes estruturais importantes.

Além do problema da ferrugem, relatos da tripulação indicam desafios adicionais, como a baixa moral causada por escassez de suprimentos e até um incidente em que um membro da tripulação caiu ao mar. O presidente dos EUA na época, Donald Trump, minimizou essas preocupações, afirmando que o desdobramento do Lincoln “não foi nem de longe longo o suficiente”. No entanto, desde a chegada do navio à Tailândia, não houve pronunciamentos sobre as condições do porta-aviões.

Historicamente, Trump expressou insatisfação com a aparência das embarcações da Marinha, pedindo ações para melhorar a conservação. Ao longo de seu governo, ele teria solicitado repetidamente que os navios fossem removidos rapidamente dos estaleiros de manutenção e que os problemas de ferrugem fossem resolvidos. Schuster, por sua vez, ressaltou que combater a ferrugem é uma das tarefas menos populares entre os marinheiros, destacando o desconforto associado a essas manutenções.

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