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Colaboração premiada de João Carlos Mansur sobre Banco Master aguarda homologação do STF

A Procuradoria Geral da República (PGR) firmou um acordo de colaboração premiada com João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, e encaminhou o documento ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S.Paulo e confirmada pelo Poder360.

Agora, Mendonça deve ouvir Mansur para avaliar se a colaboração foi voluntária e se atende aos requisitos legais. A homologação do acordo permitirá que as informações fornecidas por Mansur sejam incorporadas às investigações, mas não assegura a veracidade das declarações apresentadas. Esta é a primeira delação formalizada pela PGR dentro da operação Compliance Zero, que investiga a atuação de Daniel Vorcaro, acusado de utilizar a Reag para desviar recursos do Banco Master, que teriam sido direcionados ao patrimônio pessoal ou ao pagamento de propinas.

Além disso, o Banco Central identificou operações irregulares entre o Banco Master e os fundos da Reag Trust no período de julho de 2023 a julho de 2024. O Banco Master afirmou que a Reag atuava apenas como prestadora de serviços. Mansur apresentou a proposta à PGR no dia 26 de agosto, a qual abrange 17 temas e inclui menções à atuação de Vorcaro, além de mencionar um pagamento de multa de R$ 40 milhões.

Anteriormente, Mansur havia tentado negociar uma delação junto a Vorcaro, ambos representados pelo advogado José Luís Oliveira Lima. Entretanto, após a PGR e a Polícia Federal terem classificado as informações fornecidas como insuficientes, Mansur alterou sua defesa e passou a tratar da delação individualmente.

DONO DA REAG

João Carlos Mansur é bacharel em ciências contábeis pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) e conta com mais de 35 anos de experiência no mercado financeiro, tendo estruturado mais de 200 fundos de investimento. Ele fundou a Reag em 2012 e atuou como presidente do conselho de administração até outubro de 2025, dirigindo uma gestora que chegou a administrar cerca de R$ 341,5 bilhões.

No seu histórico profissional, Mansur trabalhou na Trump Realty Brazil e passou por empresas como PwC, Monsanto, Tishman Speyer, GetNinjas e Azevedo & Travassos. No âmbito esportivo, ele integrou conselhos do Palmeiras e participou das negociações para a construção do Allianz Parque, quando atuou na WTorre. Mansur foi alvo das operações Carbono Oculto e Compliance Zero, que investigam fraudes e crimes financeiros relacionados ao Banco Master.

O OUTRO LADO

O Poder360 buscou um posicionamento da defesa de João Carlos Mansur sobre o acordo de colaboração premiada, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A matéria será atualizada assim que houver manifestação.

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