
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou nesta terça-feira (1º de setembro) um acordo com a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) visando à ampliação do uso de energia solar, com o objetivo de compensar, integralmente, o consumo anual de eletricidade da Corte. Essa iniciativa tornará as Eleições de 2026 as primeiras a serem realizadas com todo o gasto energético do tribunal compensado por meio da geração fotovoltaica.
A parceria estabelece o uso da energia produzida pela usina fotovoltaica em Catetinho, no Distrito Federal, um investimento de R$ 15,8 milhões que integra uma estratégia de promoção das fontes renováveis na administração pública. A usina foi construída pelo Consórcio CEB Par-Terracap e dispõe de 5.628 painéis solares, com uma capacidade instalada de 4,024 megawatts-pico (MWp). A expectativa é que a instalação consiga gerar cerca de 7,7 milhões de quilowatts-hora (kWh) anualmente.
Estiveram presentes na assinatura do acordo o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, o presidente da CEB, Elie Chidiac, e o presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis. Além da nova usina, o TSE já conta com uma unidade solar instalada em sua sede, com capacidade de aproximadamente 1 MW. Com a combinação das duas estruturas, o tribunal espera compensar 100% do consumo anual de energia elétrica.
Esse acordo também representa uma ação de redução de despesas com energia elétrica e busca promover políticas de sustentabilidade e eficiência energética dentro do setor público. De acordo com o TSE, a integração das usinas sinaliza um avanço significativo na adoção de fontes limpas para a operatividade da Justiça Eleitoral.
As obras da usina de Catetinho iniciaram em maio deste ano e estão atualmente 98% concluídas, com previsão de início de operação dentro de alguns meses, em tempo de contribuir para o abastecimento energético necessário para o processo eleitoral de 2026.
Essa medida demonstra não apenas uma preocupação com os custos, mas também com a responsabilidade ambiental, decidindo por uma gestão pública que se alinha a princípios de sustentabilidade. Essa tendência pode refletir no aumento da utilização de energia limpa em diversas esferas da administração pública, um tema em ascensão à medida que se aproxima a data das eleições.
Para mais informações sobre o acordo e suas implicações, consulte a fonte original no Correio Braziliense.











