Segundo informações publicadas pelo CNN Brasil, uma pesquisa realizada pela **Atlas/Bloomberg** revela que 95,6% dos brasileiros estão cientes das mensagens trocadas entre o senador **Flávio Bolsonaro** e o ex-banqueiro **Daniel Vorcaro**. Dentre os entrevistados, 51,7% acreditam que Flávio está diretamente envolvido em esquemas de fraudes financeiras associados ao **Banco Master**.
Para 33,3% dos participantes da pesquisa, as conversas entre Flávio e Vorcaro têm a intenção legítima de buscar apoio financeiro para o filme **”Dark Horse”**, que narra a vida do ex-presidente **Jair Bolsonaro**. Além disso, 12,1% dos entrevistados veem as interações como uma demonstração de proximidade, mas sem indícios de ilegalidade.

Essa é a primeira pesquisa em nível nacional realizada após a divulgação de mensagens entre os dois. Na quarta-feira (13), o site **Intercept Brasil** revelou documentos e um áudio onde Flávio discute com Vorcaro o repasse de **R$ 134 milhões** para financiar o referido filme.
Nas semanas que antecederam a divulgação das mensagens, Flávio tentou minimizar seu vínculo com o escândalo do Banco Master. Quando **Ciro Nogueira** (PP) teve sua imagem comprometida por uma investigação da **Polícia Federal** ligada a “vantagens indevidas” de Vorcaro, Flávio alegou que apenas se referiu ao colega senatorial como “o vice dos sonhos” por mera “cortesia”.
Em um evento recente com apoiadores em **Florianópolis**, Flávio ainda provocou polêmica ao usar uma camisa estampada com a frase: “O Pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula”.
A pesquisa da Atlas/Bloomberg também indica que 43,3% dos entrevistados veem os aliados de Bolsonaro como o grupo político mais implicado nas fraudes do Banco Master, enquanto 32,8% responsabilizam os aliados de Lula. Por outro lado, 7,1% apontam o **Centrão** como culpado. Outros 16,1% acreditam que todos estão igualmente envolvidos no esquema.

Flávio e sua equipe têm defendido a natureza profissional das conversas com Vorcaro, alegando que os vazamentos foram seletivos e destinados a prejudicar sua pré-campanha presidencial. Contudo, 54,9% dos brasileiros consideram que o vazamento é uma “evidência obtida em uma investigação legítima”; 33% concordam com Flávio, afirmando que a divulgação tem caráter político e visa prejudicá-lo.

### Impacto na Candidatura
A pesquisa aponta que 45,1% dos entrevistados acreditam que as mensagens enfraqueceram significativamente a candidatura de Flávio à Presidência, enquanto 19% acham que o impacto foi menor. Outros 15% afirmam que a situação não afetou sua candidatura, e 13,4% a consideram fortalecida. Além disso, 7,3% não souberam avaliar.
Do total de entrevistados, 3,6% afirmaram estar “menos dispostos a votar” no senador após o episódio, enquanto 9,4% disseram estar “muito menos dispostos”. Notavelmente, 47,1% ainda não votariam em Flávio, mas 21% afirmaram que as mensagens não afetam sua disposição de voto. Curiosamente, 13,7% dos entrevistados se sentiram “muito mais dispostos a votar” após o vazamento, enquanto 5,1% mostraram-se “mais dispostos”.

### Metodologia
A pesquisa entrevistou 5.032 pessoas e utilizou recrutamento digital aleatório (Atlas RDR) entre os dias 13 e 18 de maio. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com um nível de confiança de 95%. O estudo foi financiado por recursos próprios do instituto e registrado no **TSE** sob o protocolo BR-06939/2026.
### Veja a Íntegra da Pesquisa
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