O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), manifestou nesta segunda-feira (20) sua “surpresa e decepção” ao receber a notícia sobre o pedido do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele seja incluído no inquérito das Fake News. A informação foi inicialmente divulgada pela CNN Brasil.
Zema, em entrevista ao Bastidores CNN, expressou suas preocupações, afirmando que essa ação do ministro reforça sua crença de que o STF busca silenciar vozes discordantes. “Eu vejo com uma certa surpresa e também com decepção, mas confirma essa crença que temos hoje, com ministros tentando calar qualquer um que discorde deles. O que eu fiz foi usar uma alegoria, fantoche, caricatura, para expor tudo de podre que está acontecendo lá, mantendo sob sigilo. Se isso acontece comigo, acredito que precisarão fazer isso com milhões de brasileiros que compartilham a mesma indignação”, declarou Zema.
Em suas considerações, o ex-governador caracterizou a postura de Gilmar Mendes como antidemocrática. Zema afirmou: “É antidemocrático. Todos os dias, os brasileiros enfrentam a podridão que acontece em Brasília, onde poucos vivem no luxo enquanto muitos vivem na miséria”.
Conforme noticiado pela CNN, o pedido de investigação feito por Gilmar Mendes é restrito e foi encaminhado ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que espera uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a questão.
A iniciativa para incluir Zema no inquérito foi desencadeada após a publicação de um vídeo pelo ex-governador, no qual ele usava fantoches representando os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli discutindo o escândalo do Banco Master.
Vale destacar que esta não é a primeira vez que Zema e Mendes se enfrentam em um conflito. Em abril, o ministro crítico do STF já havia se manifestado contra o ex-governador, que pedira o impeachment e a prisão dos ministros Toffoli e Moraes. Segundo Gilmar, seria uma “contradição” o ex-governador criticar o STF após buscar auxílio do tribunal para o adiamento do pagamento de dívidas do estado de Minas Gerais.
Em resposta a Gilmar, Zema usou suas redes sociais para contestar a crítica, esclarecendo que uma decisão favorável no passado não o vincula à submissão ao Supremo Tribunal Federal.
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