O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), rebateu críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a não utilização dos R$ 3,5 bilhões disponibilizados pelo governo federal ao estado no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lula fez a afirmação durante um momento crítico, em que a Zona da Mata mineira enfrentava sérios danos devido às chuvas intensas, conforme reportado pelo Estado de Minas.
O comentário do presidente ocorreu em uma conversa com o ministro das Cidades, Jader Filho, durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades em Brasília. Segundo Jader Filho, para acessar os recursos do PAC, o governo mineiro deveria apresentar projetos e a documentação necessária, o que, segundo ele, não foi feito.
No entanto, Zema contestou as afirmações do presidente, considerando-as falsas: “Não quero desviar minha energia para responder a um ataque em um momento tão difícil para o povo mineiro. O que disse o presidente é inaceitável e não corresponde à verdade”, declarou o governador.
Espero não precisar gastar mais energia desmentindo fake news do PT. É momento de união, e não de inventar picuinha política. Minas Gerais e as famílias da Zona da Mata merecem respeito. pic.twitter.com/FkyiS9WcR4
— Romeu Zema (@RomeuZema) 28 de fevereiro de 2026
Em sua postagem no X, Zema reafirmou que Minas Gerais tem buscado esses recursos, apesar dos desafios impostos pelo governo do PT: “Há dois projetos em andamento na área de encostas, além de outros 14 projetos previstos para este ano. Todas essas iniciativas foram herdadas e abandonadas pela gestão anterior, do governador Fernando Pimentel”, declarou, alfinetando o passado político.
O governador também destacou que Minas Gerais já apresentou ao governo federal projetos que somam mais de R$ 9 bilhões, incluindo obras em estradas, metrô e infraestrutura. No entanto, lamentou que apenas R$ 280 milhões, correspondendo a 3% do total solicitado, foram liberados até o momento.
“O tratamento que o PT sempre deu e continua dando aos mineiros é inaceitável. A dor do povo mineiro, especialmente agora, exige seriedade e união. O cargo de presidente deve unir a nação em torno de soluções, e não propagar desinformações. Minas e suas famílias merecem respeito”, concluiu Zema.
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