Vitor Hugo Oliveira Simonin se apresentou na manhã desta quarta-feira (4) à 12ª DP (Copacabana), no Rio de Janeiro. O individuo era considerado foragido devido a um mandado de prisão decretado pela Justiça, em conexão com a investigação sobre um caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana. Vitor também enfrenta acusações referentes a outra vítima, uma jovem que alegou ter sido estuprada durante uma festa escolar em outubro do ano passado.
A entrega de Simonin acontece poucos dias após a prisão de quatro adultos acusados de participação no estupro coletivo e em cárcere privado. O caso também repercutiu na esfera política. José Carlos Simonin, pai de Vitor, que era subsecretário de Governança da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio, foi exonerado nesta quarta-feira, conforme relatado pelo O Globo.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, sob a supervisão do delegado Ângelo Lages da 12ª DP (Copacabana), está investigando três casos distintos de violência sexual que aparentemente estão relacionados ao mesmo grupo de jovens da Zona Sul. A terceira denúncia envolve uma estudante menor de idade do Colégio Pedro II, que alegou ter sido abusada em uma festa da escola, também em outubro do ano passado. O delegado adiantou que a investigação está em fase inicial e requer cautela para a coleta de provas.
De acordo com os depoimentos, a jovem de 17 anos descreveu várias agressões físicas durante o estupro coletivo que ocorreu no dia 31 de janeiro. Ela relatou ter recebido tapas e socos e que foi forçada a praticar atos sexuais. O inquérito já resultou no indiciamento de Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho por estupro qualificado.
O exame de corpo de delito realizado revela múltiplas lesões na adolescente, incluindo equimoses e marcas de violência física recente. A investigação inclui imagens e laudos periciais que corroboram a acusação de estupro em concurso de pessoas.
Uma segunda vítima, que tinha 14 anos na época do crime em agosto de 2023, também procurou a polícia. Ela afirmou que foi atraída para uma armadilha e atacada por três homens, dois dos quais estão conectados ao caso em Copacabana. A coincidência no modus operandi entre os casos tem levantado suspeitas sobre suposições de que outras meninas também possam ter sido vítimas do mesmo grupo.
O delegado Lages reafirmou que existem expectativas de que mais vítimas possam se apresentar, dado o clima de confiança que se espera promover. A polícia já recebeu relatos em redes sociais sobre a existência de outras possíveis vítimas e prossegue com as investigações para individualizar as condutas de cada suspeito.
Atualmente, Mattheus Veríssimo e João Gabriel Xavier já se entregaram à polícia. Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos continuam foragidos, enquanto a situação do menor mencionado nas investigações está sob a análise da Vara da Infância e Juventude. As investigações continuam a todo vapor, e o Ministério Público decidirá sobre possíveis denúncias.
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