O município de Vilhena, conhecido como o "Portal da Amazônia", pode estar prestes a entrar na história política de Rondônia. As composições de chapa para as eleições deste ano estão atraindo atenção por uma combinação matemática e política que, se concretizada, pode permitir que a cidade do Cone Sul rondoniense tenha o controle total da bancada do Estado no Senado Federal.
Atualmente, Vilhena já conta com forte representação na Câmara Alta, por meio do senador Jaime Bagattoli, eleito em 2022, com mandato garantido até 2030. Com as eleições em andamento para a renovação de outras duas vagas de Rondônia, o cenário político mostrou que mais dois vilhenenses estão na linha de sucessão direta. A candidata Sílvia Cristina, por exemplo, traz como suplente o empresário Marcelo Lucas. Paralelamente, o candidato Bruno Scheid também se voltou para o Cone Sul ao escolher Guilherme Teodoro, também de Vilhena, para sua suplência.
Caso Sílvia Cristina e Bruno Scheid sejam eleitos, a bancada de Rondônia seria inicialmente composta por eles e Jaime Bagattoli. A possibilidade de um alinhamento inédito se origina do funcionamento comum do Legislativo, onde é comum que os titulares se licenciem temporariamente do cargo por diversas razões, como licenças médicas, convocação para assumir ministérios ou necessidade de candidatar-se a eleições municipais. Essas licenças, dependendo da duração, podem demandar a convocação dos suplentes.
Se Sílvia Cristina e Bruno Scheid, no caso de serem eleitos, se afastarem simultaneamente durante a próxima legislatura, seus suplentes, Marcelo Lucas e Guilherme Teodoro, seriam convocados para assumir as cadeiras. Assim, ao lado do titular Jaime Bagattoli, eles formariam uma bancada 100% vilhenense, algo raro em estados onde há uma fragmentação de poder para promover um equilíbrio na representação.
Para Vilhena, que tem uma base forte no agronegócio e uma economia pujante, ter três senadores atuando simultaneamente em Brasília teria um impacto significativo. Isso significaria um canal de influência maior, capacidade de articulação de emendas e uma captação de recursos sem precedentes para a cidade. Apesar de a realização desse cenário depender tanto do sucesso nas urnas quanto da sincronização de licenças futuras, a configuração atual das candidaturas já demonstra o peso estratégico e a força eleitoral que Vilhena conseguiu acumular.
Entretanto, mesmo com essas possibilidades, outras lideranças políticas também estão de olho nas mesmas vagas, incluindo Mariana Carvalho (Republicanos), Fernando Máximo (PL) e Luciana Oliveira (PT), que também têm se mostrado competitivos. Conforme publicado pelo Folha do Sul Online, o cenário deverá ser acompanhado com atenção, tanto pelo eleitorado vilhenense quanto pelos demais municípios de Rondônia. A expectativa em relação ao veredito das urnas e a dinâmica do Senado promete impactar a política local nos próximos anos.
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