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Rajadas de até 120 km/h afetam Sudeste, causando mortes e danos significativos
No dia 30 de julho de 2026, ventos fortes atingiram o Sudeste do Brasil, com rajadas superando 120 km/h em algumas áreas de São Paulo e 100 km/h no Rio de Janeiro. As consequências foram severas, incluindo a suspensão de voos no Aeroporto Santos Dumont e danos estruturais em várias localidades.
As rajadas, consideradas um fenômeno meteorológico conhecido como frente de rajada, resultaram de um grande contraste entre massas de ar frio e quente que se encontravam na região. De acordo com informações publicadas pela BBC News Brasil, a combinação do calor excessivo, que levou as temperaturas a atingir 35,8°C no Rio, e a chegada de uma frente fria contribuiu para o aumento da intensidade do vento.
"Esse fenômeno é causado pela linha de instabilidade, que gera tempestades e avança rapidamente, elevando a velocidade do vento", explica Marcelo Seluchi, meteorologista do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
As consequências das rajadas incluíram a morte de duas pessoas em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, devido ao desabamento de um muro. Além disso, a tempestade causou interrupções no fornecimento de energia em diversos bairros, interrompeu os serviços de trens e metrôs e levou ao fechamento da Ponte Rio-Niterói.
Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu um alerta severo, recomendando que os moradores ficassem atentos às quedas de árvores e destelhamentos. Rajadas superiores a 100 km/h também foram registradas em pontos do interior paulista, como Itaporanga, onde se chegou a 124,9 km/h.
Enquanto isso, no Sul, um tornado foi registrado nas cidades de Giruá e Sete de Setembro no Rio Grande do Sul, causando ferimentos em quatro pessoas e danos em várias casas. A MetSul Meteorologia indicou que os ventos do tornado poderiam ter alcançado até 300 km/h, causando devastação e bloqueios em estradas.
Os especialistas mencionam que, embora seja difícil estabelecer uma ligação direta entre as rajadas de vento e o fenômeno El Niño, a situação atual de instabilidade meteorológica foi potencializada por uma frente fria que permaneceu estacionária na Região Sul por vários dias. Isso resultou em chuvas intensas e condições climáticas adversas.
Conforme a primavera se aproxima e o El Niño se intensifica, há a expectativa de que fenômenos semelhantes possam ocorrer com mais frequência.
Fontes:
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