O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou otimismo em relação a um possível encerramento rápido da guerra com o Irã. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Teerã está avaliando uma proposta de paz americana que poderia formalizar o fim do conflito, mas que não atenderia a exigências essenciais dos EUA, como a suspensão do programa nuclear do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, conforme reportado pela agência ISNA, declarou que Teerã comunicará sua posição em breve. Ebrahim Rezaei, parlamentar iraniano, considerou a proposta americana como “mais uma lista de desejos do que uma realidade”.
Trump, em declarações a repórteres no Salão Oval, afirmou que as conversas recentemente realizadas foram produtivas e que um acordo é uma possibilidade real. “É muito possível que cheguemos a um acordo; tudo terminará rapidamente”, disse o presidente.
A proposta de paz vem após meses de tensões desde o início da guerra, que começou em 28 de fevereiro. Ambas as partes ainda estão divergindo sobre questões cruciais, como o programa nuclear do Irã e o controle sobre o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico responsável por um quinto do fornecimento global de petróleo e gás antes do conflito.
Fontes paquistanesas e outras envolvidas nas mediações indicaram que um acordo pode estar próximo. Um memorando de uma página está sendo considerado para formalizar o fim do conflito, o que abriria discussões sobre a navegação pelo estreito, a suspensão das sanções americanas e limitações ao programa nuclear iraniano.
Um alto funcionário paquistanês destacou que, apesar do otimismo, ainda existem diferenças a serem resolvidas entre os dois lados. “Nossa prioridade é que eles anunciem o fim permanente da guerra, e as demais questões poderão ser tratadas em negociações diretas”, afirmou o oficial, que pediu para não ser identificado.
Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, criticou as especulações sobre um avanço nas negociações, postando em suas redes sociais que “a Operação Confie em Mim, Irmão, fracassou”. Ele sugeriu que as notícias refletiam uma propaganda americana frente à incapacidade de abrir o Estreito de Ormuz.
Embora a proposta inicial não mencione concessões de ambas as partes, fontes indicaram que algumas demandas cruciais feitas por Washington no passado não foram abordadas. Isso inclui limites para o programa de mísseis iranianos e a interrupção do apoio a milícias no Oriente Médio. Além disso, a quantidade de urânio enriquecido, que atualmente ultrapassa 400 kg, não foi discutida na proposta.
A condução das negociações por parte dos EUA está a cargo do enviado especial, Steve Witkoff, e do genro de Trump, Jared Kushner. As partes agora analisam a proposta inicial, que, se aceita, daria início a um prazo de 30 dias para negociações mais detalhadas visando um pacto definitivo.
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