O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a seus assessores a disposição de encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz continue amplamente fechado. Conforme informações publicadas pelo **Wall Street Journal**, a decisão de Trump implica em retardar uma operação complexa para reabrir a passagem estratégica, de acordo com autoridades do governo americano.
### Avaliação da Campanha Militar
Segundo a reportagem do jornal, o presidente e sua equipe chegaram à conclusão de que reabrir Ormuz poderia prolongar a guerra para além do prazo estimado de quatro a seis semanas. A estratégia atual se centra no cumprimento dos objetivos principais: desmantelar a marinha iraniana e seu arsenal de mísseis, além de reduzir as hostilidades ao pressionar Teerã a restabelecer o fluxo comercial nas águas do Golfo.
Caso essa abordagem não funcione e a interrupção do tráfego de navios persista, Trump deverá reivindicar apoio dos aliados da Europa e do Golfo para efetuar a reabertura do estreito, conforme reportado por autoridades ao **Wall Street Journal**.
### Possível Apoio dos Aliados do Golfo
Na mesma data, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, indicou que Trump pode solicitar aos países árabes que contribuam com os custos da guerra contra o Irã. Leavitt destacou que as negociações com Teerã para finalizar o conflito estão avançando positivamente.
Ao ser questionada em uma coletiva sobre a possibilidade de financiamento da guerra pelos países árabes, Leavitt não confirmou diretamente, mas afirmou que essa iniciativa está na mente de Trump. “É algo que o presidente estaria bastante interessado em convocá-los a fazer”, disse.
A secretária ainda mencionou que as declarações públicas do Irã são diferentes das informações que o país compartilha em negociações privadas com os EUA, ressaltando que, em particular, Teerã concordou com alguns pontos levantados por Washington.
### Advertências de Trump ao Irã
Trump também alertou que as instalações de energia e poços de petróleo do Irã seriam alvos caso o país não abra o Estreito de Ormuz, após Teerã caracterizar as propostas de paz dos EUA como “irrealistas” e realizar disparos de mísseis contra Israel.
*(Com informações da Reuters)*
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