Segundo informações publicadas pela CBN, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu novas críticas ao papa Leão XIV durante uma entrevista ao programa ‘The Hugh Hewitt Show’, poucos dias antes de sua reunião oficial com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Este encontro está agendado para a próxima quinta-feira (7), onde os líderes discutirão as políticas do governo Trump.
Na entrevista, Trump afirmou que o papa está colocando em risco “muitos católicos e muitas pessoas”. De acordo com ele, Leão XIV prioriza discussões sobre a questão nuclear iraniana de maneira que o presidente não considera adequada. Trump criticou a postura do papa, que, segundo ele, não vê problema na possibilidade de o Irã possuir armas nucleares.
As declarações de Trump vêm na esteira de um confronto verbal entre o presidente americano e o pontífice, notadamente em referência à guerra no Irã. O Cardeal Gerhard Ludwig Müller, ex-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, foi enfático ao afirmar que Marco Rubio é o interlocutor “mais confiável” em questões diplomáticas. Ele destacou que um acordo entre os Estados Unidos e o Vaticano é essencial, dada a grande população católica no país, que pode desaprovar as constantes críticas ao papa.
Müller disse: “Os Estados Unidos não podem se opor ao Papa e ao Vaticano; um acordo é necessário. É também uma questão de prudência, pois nos EUA há mais de cinquenta milhões de católicos que certamente não gostarão dos ataques ao Papa.” Ele também sugeriu que Trump deveria abordar a situação com mais racionalidade e prudência.
Em declarações ao jornalista durante o voo para Angola no dia 18 de abril, o papa Leão XIV afirmou não ter interesse em discutir com Trump. O pontífice esclareceu que os discursos que foram considerados como indiretas ao presidente tinham sido preparados antes do embate público entre eles.
Leão XIV ressaltou: “Muito do que foi escrito desde então nada mais é do que comentário sobre outro comentário. O discurso em Bamenda havia sido preparado duas semanas antes, muito antes de o presidente comentar sobre mim.”
Ele enfatizou que não estava interessado em um debate com Trump, afirmando: “No entanto, foi interpretado como se eu estivesse tentando debater com o presidente novamente, o que não me interessa de forma alguma.”
Trump, por sua vez, defendeu seu direito de discordar do papa e reiterou que considera o Irã uma grande ameaça, ao passo que se diz favorável aos princípios do Evangelho. Ele comentou que, embora não tenha nada contra o papa, a questão da possível armamentização nuclear do Irã é preocupante.
A tensão entre Trump e o papa se intensificou após o pontífice criticar a atuação dos EUA e de Israel no contexto do conflito com o Irã. Recentemente, o papa fez um discurso contundente dirigindo-se a líderes mundiais, lamentando que bilhões de dólares estejam sendo gastos em guerras enquanto recursos essenciais como saúde e educação são negligenciados.
Abaixo, os dois líderes continuam a ser foco de atenção no cenário internacional, onde suas interações poderão influenciar tanto a política americana quanto a imagem da Igreja Católica em um mundo cada vez mais polarizado.
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