O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discute a possibilidade de um novo confronto militar com o Irã, após a morte de soldados americanos. As declarações surgem em contexto de mensagens contraditórias sobre um cessar-fogo entre os dois países. Em uma coletiva realizada no Salão Oval, Trump foi perguntado se tais mortes representariam uma “linha vermelha” que resultaria na retomada das hostilidades, ao que respondeu que isso seria “um bom motivo” para reiniciar o conflito.
Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, o presidente afirmou: “Se eles matassem soldados americanos, eu tomaria uma ação muito rapidamente”. As declarações ocorrem em um momento de incerteza nas negociações, já que Trump havia insinuado a possibilidade de um acordo ainda neste fim de semana, enquanto o chanceler iraniano negou que qualquer progresso significante estivesse sendo feito.
Trump manifestou abertura para se reunir com o novo líder supremo do Irã, caso um acordo seja alcançado. “Não quero me reunir, mas se isso acontecer, ficaria honrado em encontrá-lo”, disse. Ele mencionou que algumas pessoas sugeriram que o encontro poderia ocorrer nos Estados Unidos, embora não tenha especulado sobre isso.
O presidente reiterou que o Irã não deve obter armamento nuclear, afirmando: “Se você quiser chamar de guerra ou operação militar, não se pode permitir que o Irã tenha uma arma nuclear”.
Chris Wright, secretário de Energia, justificou o aumento nos preços dos combustíveis, atribuindo-o mais às políticas ambientais dos democratas do que ao conflito no Irã. “As políticas de energia verde dos democratas elevaram os preços mais do que a guerra”, concluiu.
No mesmo dia, um soldado israelense foi morto em um ataque do Hezbollah no sul do Líbano, mesmo com um cessar-fogo em vigor. Trump declarou que “houve progresso” nas negociações de paz, apesar da rejeição do grupo ao acordo mediado. Ele mencionou que as conversas aconteceram tanto com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu quanto com o Hezbollah.
A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma resolução que limita os poderes de guerra de Trump em relação ao Irã, uma derrota significativa para o presidente. Por outro lado, uma resolução semelhante sobre o Líbano foi rejeitada. Líderes democratas argumentaram que não há presença militar dos EUA em combate ativo na região.
O Departamento de Estado emitiu um alerta para os cidadãos americanos no Oriente Médio, enfatizando a necessidade de cautela diante das tensões regionais. O aviso menciona que a situação pode mudar rapidamente e recomenda que permaneçam informados sobre os desdobramentos.
Colaboraram com a reportagem: Dana Karni, Oren Liebermann, Maureen Chowdhury, Adam Cancryn, Alejandra Jaramillo, Jennifer Hansler, Ellis Kim e Elise Hammond, da CNN.
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