Um trágico acidente na zona norte de São Paulo resultou na morte de Elizete da Silva Santos, de 36 anos, ao tentar atravessar a avenida Luiz Dumont Villares. Ela foi atropelada por um motorista de 19 anos que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O incidente ocorreu no dia 11 de abril e contribui para um aumento alarmante nas estatísticas de violência no trânsito da capital paulista.
De acordo com informações do portal Folha de S. Paulo, dados do Infosiga, sistema estadual que registra a letalidade no trânsito, revelam que o número de mortes de pedestres no primeiro quadrimestre deste ano aumentou 5,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, passando de 284 para 300 óbitos. Enquanto isso, a frota de veículos em São Paulo teve um crescimento de apenas 1%, conforme o Ministério dos Transportes.
As estatísticas indicam que motociclistas e pedestres são os principais afetados, com 135 e 130 mortes, respectivamente, representando aumentos de 5,5% e 12,1% em relação ao ano passado. Em abril, 76 pessoas perderam a vida nas vias da cidade, um número igual ao de março e superior aos registros de janeiro e fevereiro. Juntas, essas categorias representam quase 90% dos óbitos registrados no último mês.
Em resposta à crescente violência no trânsito, a gestão de Ricardo Nunes (MDB) anunciou diversas iniciativas por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A prefeitura destacou a implementação da faixa azul, uma sinalização exclusiva para motociclistas, que já cobre 233,3 km em 46 vias e beneficia cerca de 500 mil motociclistas diariamente. O objetivo é ampliar esse sistema para 400 km até 2028, mas as obras estão paralisadas, aguardando aprovação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Em nota, a CET informou que realiza monitoramentos diários dos acidentes e intensifica a fiscalização com a presença de agentes em cruzamentos e uso de equipamentos eletrônicos. Além disso, ações educativas estão programadas para elevar a conscientização sobre segurança viária, como a campanha “Maio Amarelo”. Diogo Lemos, coordenador executivo da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global, alerta que a situação continua preocupante, com os grupos mais vulneráveis sendo os mais afetados.
Em nível estadual, os dados do Infosiga apontam uma queda geral de 5,5% nas mortes em comparação aos quatro primeiros meses de 2025. Entretanto, as mortes por atropelamentos subiram 2,2%, totalizando 460 casos. No último mês, a violência no trânsito resultou na morte de 486 pessoas no estado, um aumento de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
O Detran-SP afirma que está implementando um Plano de Segurança Viária focado na redução pela metade do número de mortes até 2030, enfatizando a proteção dos usuários vulneráveis. As campanhas educativas que estão sendo veiculadas visam conscientizar motoristas e pedestres acerca da travessia segura e do respeito às faixas de pedestres. De janeiro a abril deste ano, as ações educativas aumentaram em 106%, com uma elevação de 10% nas operações de fiscalização relacionadas ao consumo de álcool.
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