Nereide Nogueira, a musa do clipe "Pelados em Santos" dos Mamonas Assassinas, recorda como recebeu a terrível notícia da tragédia que vitimou todos os integrantes da banda, há quase três décadas. Em uma manhã de domingo, sua família a acordou, e ela inicialmente pensou que estava sendo alvo de uma brincadeira. "Que piadinha, gente, eles são muito brincalhões", comentou, sem entender a gravidade da situação.
De acordo com informações do O Globo, o acidente aéreo na Serra da Cantareira, em São Paulo, que resultou na morte dos músicos ocorreu na noite anterior. Quando a confirmação da tragédia foi anunciada, Nereide ficou paralisada por cerca de meia hora, em choque.
O envolvimento de Nereide com o grupo começou em 1995, um ano antes do acidente, quando ela participou do icônico clipe da banda. Com 23 anos na época, Nereide se destacou como a "pitchula" da canção. Durante as gravações, uma conexão especial se formou entre ela e Samuel Reoli, o baixista da banda. "Os dois queriam, e muito, dar chão para o amor em constante flutuação", relata Nogueira.
A atriz e modelo recorda que o contato entre eles se intensificou, resultando em chamadas regulares de duas a três vezes por semana. O relacionamento, embora não tenha avançado para um namoro sério, gerou uma "paixão platônica mútua".
No início de março de 1996, Samuel convidou Nereide para um churrasco de despedida antes de uma turnê na Europa. O encontro representava uma grande expectativa para Nereide, que estava animada com a possibilidade de ver Samuel. No entanto, o trágico acidente interrompeu essa chance, mudando o destino de muitos.
O legado do grupo Mamonas Assassinas se mantém forte no imaginário popular brasileiro. O álbum homônimo da banda, lançado em 1995, vendeu cerca de 1,8 milhões de cópias, marcando uma geração com suas letras irreverentes e satíricas. Apesar da dor e da perda, Nereide guarda com carinho as memórias e a conexão que teve com Samuel.
Hoje, Nereide atua como modelo de peles maduras e produtora de eventos, refletindo sobre o destino e o que poderia ter sido sua história com Samuel. "É um amor que hoje guardo com muito carinho", conclui.
A lembrança da trágica perda dos Mamonas Assassinas é uma parte significativa da cultura brasileira e continua a ressoar, especialmente em momentos como o que se aproxima do 30° aniversário da tragédia.
Para mais detalhes, confira a matéria original publicada por O Globo aqui.
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