O presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou ao Congresso que revogue a cidadania por nascimento através de legislação, após a Suprema Corte barrar sua tentativa de eliminar essa política via decreto executivo. A decisão da Corte foi anunciada em 30 de junho de 2026.
Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump expressou sua frustração com a decisão judicial, afirmando: "A Suprema Corte manteve a cidadania por direito de solo, o que é muito ruim para o nosso país. No entanto, podemos facilmente resolver isso no Congresso". O presidente destacou que não seria necessária uma emenda constitucional complexa, instando os legisladores a começarem a trabalhar imediatamente para eliminar a cidadania por direito de solo, a qual considera custosa e injusta.
"Eles terão meu apoio total e irrestrito!" acrescentou Trump, enfatizando a urgência de sua proposta.
A proposta de revogar a cidadania por nascimento, no entanto, deve enfrentar resistência significativa no Congresso, onde muitos legisladores se opõem a essa medida.
A tentativa de Trump de restringir a cidadania por nascimento representou uma das suas principais iniciativas contra a imigração. A Suprema Corte, em uma decisão de 6 a 3, não apenas barrou sua ordem executiva, mas também reiterou que a 14ª Emenda da Constituição garante cidadania a todos nascidos nos EUA. Essa decisão segue uma tendência de rejeição a políticas controversas do presidente, incluindo a derrubada de tarifas globais em fevereiro deste ano.
Os juízes mantiveram a sentença de um tribunal inferior que impediu a ordem de Trump, que visava não reconhecer a cidadania de crianças nascidas no país caso seus pais não fossem cidadãos ou residentes permanentes.
Os opositores da decisão de Trump argumentaram que ela contraria a cidadania garantida pela Constituição. No entanto, a iniciativa teve respaldo do presidente, que, em um retorno ao cargo, buscava implementar uma série de políticas restritivas em relação à imigração.
O foco da Suprema Corte nessa questão tão sensível ocorre pouco antes do feriado nacional de 4 de julho, quando os EUA celebram seu 250º aniversário. Especialistas sugerem que a legislação proposta por Trump, se aprovada, poderia afetar até 250 mil recém-nascidos anualmente e requerer que milhões de famílias comprovassem a cidadania de seus filhos.
A situação permanece tensa, com amplas implicações para o futuro da política de imigração nos Estados Unidos e a definição do que significa ser um cidadão americano.
A proposta de Trump e a decisão da Suprema Corte destacam a contínua batalha sobre a cidadania e imigração nos EUA. O desfecho dessa questão pode moldar o cenário político do país nos próximos anos.
Fontes: CNN Brasil
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