A SMGP informou que, em janeiro de 2025, será realizado um levantamento sobre a necessidade de pessoal em cada secretaria. Para o momento, foi autorizado um concurso limitado a dez áreas administrativas, incluindo cargos como agente administrativo e auditor fiscal de tributos municipais. “O concurso é um passo importante, mas não resolve os problemas do IPPUC, que necessita urgentemente de profissionais em áreas como arquitetura”, declarou Franciele Solewski, diretora do SISMUC. O sindicato pediu à SMGP que reconsidere a lista apresentada anteriormente e que reforce a convocação ao Conselho Gestor.
Outro ponto crucial abordado na negociação foi a criação de um programa permanente de prevenção e combate ao assédio moral e sexual no IPPUC. O Sindicato afirmou que muitos funcionários enfrentam situações recorrentes de assédio, em um ambiente de alta pressão por resultados. “O assédio moral está institucionalizado. Isso causa medo entre os trabalhadores, que temem represálias”, afirmou Bruna Griguol, funcionária do IPPUC. O sindicato enfatizou a necessidade de fortalecer os canais de denúncia.
Alessandra de Oliveira, também diretora do SISMUC, ressaltou a importância de apoiar as vítimas e de compromissar as chefias na resolução do problema. “É imprescindível que as denúncias sejam reportadas ao setor de saúde ocupacional”, enfatizou. A gestão do Instituto se comprometeu a estabelecer o programa e concordou em incluir o sindicato nas discussões sobre o assunto.
A valorização salarial, conforme a realidade do mercado e a revisão dos Planos de Cargos e Carreiras, também foi tema de debate. Segundo a SMGP, uma equipe está avaliando as propostas para melhorias salariais em todos os cargos. “Precisamos garantir um futuro que retenha os profissionais,” explicou a gestão.
O SISMUC também demandou respeito à carga horária dos profissionais e a regulamentação do pagamento das horas extras. “A sobrecarga de trabalho devido à falta de pessoal é evidente, e é crucial garantir o pagamento justo por horas trabalhadas além do horário regular,” observou Alessandra. O sindicato reafirmou que as horas extras devem ser remuneradas conforme a legislação vigente.
Problemas estruturais nos ambientes de trabalho foram igualmente discutidos, com foco na ergonomia e no conforto térmico. O SISMUC defendeu que seja feita uma avaliação das condições em que os servidores trabalham. Bruna Griguol destacou que, apesar da aparência do IPPUC, questões como temperatura extrema e problemas de insetos e mofo comprometem a saúde dos trabalhadores.
A SMGP afirmou que as melhorias devem ser informadas pelo Agente de Segurança Local (Agesel) e que medidas estão em andamento para estabelecer um plano diretor para ocupação do Instituto. Kéfera Monte Serrat, diretora do SISMUC, reforçou a necessidade de uma reunião para discutir estes problemas.
A garantia de educação continuada, formação e capacitação também esteve na pauta. A gestão do IPPUC declarou que oferece cursos, mas o SISMUC apontou que muitos servidores não têm conhecimento destas oportunidades e enfrentam dificuldades para se inscrever. “Precisamos garantir acesso igualitário a todos os servidores”, finalizou o sindicato.
O SISMUC continuará acompanhando as solicitações dos trabalhadores e lutando por melhores condições de trabalho, valorização profissional e a garantia dos direitos dos servidores do IPPUC.
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