O Sirius, um acelerador de partículas localizado no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas, São Paulo, é uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo. Este equipamento é capaz de acelerar elétrons a 99,99% da velocidade da luz, gerando uma radiação extremamente intensa que possibilita a análise de materiais em escalas micrométricas e nanométricas.
Em uma reportagem do A Cidade On, foi destacado o papel do Sirius no avanço da pesquisa científica, especialmente em um momento em que Campinas celebra seus 252 anos de fundação.
Diferentemente do LHC, um conhecido acelerador europeu que provoca colisões entre partículas, o Sirius produz feixes de luz para investigação. Esta luz síncrotron abrange várias longitudes de onda, sendo sua intensidade e concentração muito superiores às de um microscópio convencional. Cientistas conseguem observar detalhes invisíveis a olho nu, como estruturas atômicas e comportamentos de materiais.
“O Sirius é uma ferramenta. O objetivo desse acelerador é gerar luz síncrotron”, explicou Matheus de Matos Ferreira, analista de comunicação do CNPEM, durante a entrevista ao A Cidade On.
O Sirius é uma instalação aberta a pesquisadores de diversas universidades e centros de pesquisa, tanto nacionais quanto internacionais. Os projetos são avaliados cientificamente e os selecionados recebem acesso gratuito às linhas de luz do acelerador. As pesquisas abrangem temas como:
Durante a pandemia de covid-19, o Sirius foi fundamental na análise de proteínas do coronavírus, apoiando a busca por moléculas que pudessem bloquear a replicação viral e, assim, auxiliar no desenvolvimento de medicamentos antivirais. Essa versatilidade em gerar centenas de análises em um único turno acelera significativamente a realização de experimentos.
O CNPEM também promove iniciativas para aproximar a população dos avanços científicos. A evento “Ciência Aberta” permite visitas ao Sirius, onde o público pode interagir com pesquisadores e compreender os processos envolvidos nas pesquisas em andamento. Além disso, visitas guiadas podem ser agendadas por escolas e instituições de ensino.
Professores e pesquisadores interessados em utilizar o Sirius podem submeter propostas de pesquisa duas vezes por ano. As propostas são analisadas por um sistema de “duplo cego”, garantindo a imparcialidade na seleção.
Localizado em Barão Geraldo, o CNPEM foi criado formalmente em 1997, mas suas origens remontam ao Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, estabelecido em 1984. A estrutura continua a desempenhar um papel crucial na pesquisa científica no Brasil e no mundo.
Seja visto e ouvido em todas as chamadas de vídeo com a Logitech Brio 100,…
De acordo com a previsão divulgada pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção…
Segundo informações publicadas pelo G1, a Marinha do Brasil comunicou a morte da Segundo-Tenente (RM2-EN)…
Lindsey Isaacs, uma mulher da Flórida, passou 13 dias presa após ser identificada pelo sistema…
Segundo informações publicadas pelo YourTango, o conceito de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, embora…
O Carrefour, uma das principais redes de supermercados do Brasil, anunciou a venda de 21…