A Serra da Mantiqueira está emergindo como um novo pólo de enoturismo no Brasil, atraindo visitantes que buscam vinhos de qualidade e experiências únicas em meio à natureza. De acordo com informações publicadas pela VEJA, a rota Olavo de Almeida, que liga municípios de São Paulo e Minas Gerais, é o foco dessa transformação, com destaque para a Vinícola Rio Manso. Em apenas 36 km, é possível visitar diversas vinícolas, como a Guaspari, que já se tornou conhecida internacionalmente.
A vinicultura na região tem sido revolucionada pela técnica de dupla poda, que permite a colheita em meses de clima seco, possibilitando a produção de vinhos em climas tropicais. Aline Mabel, CEO da Rio Manso e diretora da Aprovin (Associação Nacional de Produtores de Vinhos e Inverno), afirma que “em poucos anos, essa será uma das principais rotas de enoturismo do Brasil”. A expectativa é que cerca de 1 milhão de garrafas sejam produzidas até 2026, com o enoturismo sendo um dos principais atrativos para os visitantes.
O enoturismo na Serra da Mantiqueira oferece uma variedade de experiências que atraem os consumidores, incluindo piqueniques entre parreirais e jantares harmonizados. Felipe Galtaroça, da Ideal.BI, ressalta a importância de transformar a compra de vinhos em vivência: “Quando você transforma a compra em vivência, vence a barreira do preço”. Os vinhos, que variam de R$ 200 a R$ 300, são mais valorizados não apenas pelo sabor, mas pela experiência completa que oferecem.
A Rio Manso planeja um complexo turístico de alta qualidade, prevendo um restaurante de gastronomia brasileira e 36 quartos com vistas deslumbrantes. O investimento na infraestrutura é significativo, com esperada inauguração para o segundo semestre de 2026, totalizando cerca de R$ 20 milhões. Víctor Hugo Moranza, um dos sócios da vinícola, comentou que a proximidade com os consumidores tem sido surpreendente, mostrando um interesse crescente pela enogastronomia da região.
A produção de vinhos na Serra da Mantiqueira está ganhando novos contornos, com vinhos que prometem autenticidade e frescor. Aline Mabel destacou vinhos como o rosé “Dança do Tangará” e o tinto “Olhar da Onça”, que são ostensivamente diferentes dos vinhos mais pesados do passado. Os consumidores podem adquirir essas garrafas a partir de maio no site da Rio Manso, que promete revolucionar a percepção do vinho no Brasil.
A rota Olavo de Almeida está prestes a se consolidar não apenas como um caminho para vinhos, mas como um destino completo que promete experiências inesquecíveis para os visitantes. Empresas como a Rio Manso estão plantando mais que uvas; estão cultivando uma nova era no enoturismo brasileiro.
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