O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional do governo de Michel Temer, Sergio Etchegoyen, afirmou em entrevista à CNN que não acredita na existência de uma trama golpista após as eleições presidenciais de 2022 e que não vê possibilidade de um golpe de Estado. Ele destacou que houve uma grande quebradeira em Brasília, mas atribuída a pessoas irresponsáveis, mencionando, em particular, a tentativa de golpe do dia 8 de janeiro de 2023.
Etchegoyen enfatizou que não acredita que os oficiais investigados pela Justiça tenham feito parte de uma conspiração ampla para derrubar o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Ele argumentou que seria inverossímil imaginar que esses oficiais, a quem ele conheceu, estivessem envolvidos em um plano tão complexo e negativo, afirmando que “não são pessoas sem inteligência”.
O ex-ministro também expressou convicção de que as Forças Armadas não teriam interesse em participar de uma ruptura institucional após as eleições de 2022. Ele comentou que a mobilização que seguiu à derrota de Jair Bolsonaro não resultou em ação militar concreta, apontando a falta de tropas nas ruas e movimentações nos quartéis como evidências que questionam a classificação dos eventos como uma tentativa de golpe.
Etchegoyen criticou a ideia de que as Forças Armadas estariam pagando pelo comportamento de alguns militares, definindo essa situação como injusta. Para ele, não houve golpe especificamente porque as Forças Armadas não aderiram a qualquer plano golpista.
Além do tema político, o general abordou a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas. Ele considerou essa medida como uma tentativa estrangeira de aplicar sua legislação de forma extraterritorial no Brasil, afirmando que tal coisa não aconteceria.
Apesar de suas críticas a essa classificação, Etchegoyen reconheceu a importância da cooperação internacional para o combate ao crime organizado e o tráfico de drogas. Ele ressaltou que, devido à atuação de organizações criminosas que operam em diversos países, a colaboração entre as nações é essencial. Ele mencionou a necessidade de parcerias com países vizinhos, incluindo Colômbia, Peru, Bolívia e Paraguai, para efetivar ações contra o tráfico de drogas.
Etchegoyen concluiu que o combate ao crime organizado requer uma abordagem conjunta, pois “não haverá condição de combater o crime organizado sem cooperação internacional”.
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