O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira, 3 de agosto, sua desistência em concorrer ao governo de Minas Gerais. A decisão foi comunicada após uma reunião com o presidente nacional do Partido Republicanos, Marcos Pereira, em Brasília.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais do Republicanos, Cleitinho expressou sua dor e o momento difícil que ele e sua família estão vivendo. Ele afirmou que não se sente apto para participar de uma campanha no atual estado emocional, após a morte de seu irmão, Matheus Azevedo, que faleceu em 18 de julho enquanto tratava leucemia. “Vou me dirigir ao povo mineiro, pedir perdão. Não adianta eu entrar numa campanha agora do jeito que estou”, declarou o senador.
Conforme reportado pelo Estadão, Azevedo havia recebido o apoio do seu partido para candidatar-se ao governo, mas ressaltou que sua prioridade deve ser sua recuperação pessoal. “Meu momento hoje não estou bem, eu preciso me recuperar”, reiterou.
Com a saída de Cleitinho, o ex-secretário da Casa Civil do governo Romeu Zema, Marcelo Aro (PP), passa a ser uma opção viável para a direita mineira. Originalmente candidato ao Senado na chapa de Mateus Simões (PSD), Aro rompeu com o grupo de Zema para buscar sua própria candidatura ao Executivo. Ele está em busca do apoio tanto do PL quanto do Republicanos para potencializar sua campanha, visando se tornar o palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL) em Minas.
Dirigentes do PL consideravam Cleitinho como a melhor alternativa para Flávio, mas reconhecem que Aro, apesar de ter um número inicial de votos inferior, possui uma estrutura política mais robusta em Minas Gerais. Com a desistência de Cleitinho, a dúvida entre os aliados repousa sobre a estratégia de Aro em sua potencial colaboração com o senador.
Aro é conhecido por sua atuação política desde a época do impeachment de Dilma Rousseff, onde integrou a chamada “tropa de choque” de Eduardo Cunha (Republicanos), e ao longo dos anos, conseguiu consolidar uma base política sólida em Minas.
Na sequência da decisão de Cleitinho, o deputado federal Zé Vitor, presidente do PL em Minas Gerais, se reunirá com o líder nacional do partido, Valdemar Costa Neto, para definir os próximos passos eleitorais.
Marcos Pereira, em declaração ao Estadão, enfatizou a solidariedade ao senador, referindo a desistência como uma “decisão espontânea”, e destacou a importância do apoio emocional nesta fase delicada da vida de Cleitinho.
O senador, que foi eleito em 2022 e tem mandato até 2030, iniciou sua trajetória política em 2016, quando se elegeu vereador em Divinópolis. Em 2018, tornou-se deputado estadual e, posteriormente, senador, apoiado pelo então presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, ele compartilha a trajetória política com seus irmãos, Eduardo e Gleidson Azevedo, ambos ativos na política de Minas, com Gleidson sendo considerado uma opção para candidato a senador nas eleições futuras.
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