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Secretária de Meio Ambiente considera prudente manter redução de pressão de água em SP

Segundo informações publicadas pela Jovem Pan, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo optou por manter a Gestão de Demanda Noturna, com redução da pressão da água entre 19h e 5h. A decisão reflete preocupações com a recuperação dos reservatórios, especialmente em um momento em que se aproxima o período de estiagem.

Apesar das chuvas recentes, o cenário hídrico na Região Metropolitana de São Paulo continua a exigir atenção. O Sistema Metropolitano Integrado opera atualmente com cerca de 50% da capacidade, sendo que o Sistema Cantareira—responsável por abastecer metade da região—apresenta apenas 38,2% de seu volume total. Em comparação, no início do ano, o reservatório estava em alarmantes 19,7%. Para garantir segurança hídrica, o governo projeta que o Cantareira deva alcançar ao menos 50% de sua capacidade para enfrentar com tranquilidade o período seco.

Decisão Baseada em Prudência

Em entrevista à Jovem Pan, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, enfatizou que a manutenção das medidas é uma questão de prudência. “Decidimos manter a GDN pelo menos até o final do período úmido. Estamos monitorando diariamente o ciclo hidrológico e a próxima seca”, afirmou Resende.

Intervenções do Governo

O governo estadual implementou uma curva de contingência em faixas, com a faixa 7 indicando um nível crítico que levaria ao racionamento. Atualmente, a situação hídrica está classificada na faixa 3, com um índice mínimo de 30% a ser mantido até setembro deste ano para o Sistema Integrado Metropolitano.

Apesar das medidas de redução da pressão da água terem gerado inúmeras reclamações da população, a secretária destacou que ações para mitigar os impactos já estão sendo executadas, resultando em uma diminuição no número de queixas. Além disso, o governo está promovendo a distribuição e instalação de caixas d’água para os moradores mais afetados.

Vale destacar que a redução da pressão da água teve início em agosto do ano passado e, segundo informações do governo, já resultou em uma economia de mais de 105 bilhões de litros de água, quantia suficiente para abastecer a Capital paulista, Guarulhos, São Bernardo e Mauá por aproximadamente 30 dias.

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