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São Paulo transforma dívidas impagáveis em investimentos milionários em 2026

O cenário financeiro da cidade de São Paulo passou por transformações significativas nos últimos anos. Segundo informações publicadas pela **Folha de S.Paulo**, até 2016, a prefeitura enfrentava uma situação crítica, com dívidas que ultrapassavam 200% da receita corrente líquida, muito acima do limite de 120% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Este endividamento elevado limitava o acesso a créditos e aumentava os gastos com juros e amortizações.

No entanto, essa situação começou a mudar com um acordo firmado com o governo federal. Em 2016, ocorreu um refinanciamento das dívidas dos entes federativos, e, em 2022, foi realizado um acordo para a devolução do Aeroporto Campo de Marte à União, que permitiu à cidade se tornar credora líquida, com mais recursos disponíveis do que compromissos financeiros.

Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito, que assumiu após o falecimento de Bruno Covas (PSDB), é um dos principais beneficiários dessas novas condições econômicas, além do socorro financeiro aprovado pelo Congresso durante a pandemia. Esse cenário propõe um aumento nos investimentos para atender às necessidades da população.

Entretanto, a dívida de São Paulo, que encerrou o último ano em R$ 19,8 bilhões, apresenta uma previsão de crescimento que deve alcançar R$ 43,2 bilhões este ano e R$ 51,2 bilhões até 2027, de acordo com dados do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Embora essas cifras pareçam alarmantes à primeira vista, a relação entre a dívida e a receita atualmente se mantém em níveis gerenciáveis: 19,6% em 2025 e 45,3% para o próximo ano, ambas abaixo do teto legal.

Apesar da situação ser sob controle, a rápida aceleração do endividamento requer vigilância, especialmente em relação aos custos futuros. É essencial garantir que os investimentos realizados, que incluem a eletrificação da frota de ônibus, programas habitacionais, iniciativas em saúde, mobilidade, asfaltamento e saneamento, proporcionem benefícios reais à população.

Com isso, a gestão pública de São Paulo deve assegurar que as melhorias esperadas sejam implementadas com eficiência e eficácia, minimizando riscos e maximizando o retorno sobre esses investimentos, fundamental para o bem-estar dos paulistanos.

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