Publicado em: 10 de abril de 2026
A prefeitura de São Paulo atualiza os contratos de transporte coletivo visando evitar a queda na prestação dos serviços.
Segundo informações publicadas pelo Diário do Transporte, a prefeitura de São Paulo anunciou novas diretrizes para os contratos das empresas de ônibus nesta sexta-feira, 10 de abril de 2026. A medida ocorre em resposta à lentidão no avanço da eletrificação da frota e à proibição de ônibus movidos a diesel.
A documentação oficial enfatiza a “redução de frota a ponto de comprometer a execução dos serviços de transportes coletivos”. Apesar das recentes entregas de coletivos elétricos, a manutenção dos ônibus mais antigos foi autorizada. Os miniônibus, com até 11 anos e os modelos maiores, com até 13 anos, terão uma extensão de sua operação até o fim do ano.
Por exemplo, miniônibus de ano-modelo 2015 a 2018 e ônibus de 2013 a 2015, que estavam programados para serem retirados de circulação, poderão continuar operando até dezembro de 2026. Isso se aplica especialmente aos micrões (mídis), que enfrentam dificuldades na substituição por modelos elétricos.
Coletivos com mais de 11 anos, em geral, apresentam condições inferiores como falta de ar-condicionado e tomadas USB. Além disso, dados apontam que veículos mais antigos estão mais propensos a quebras, resultando em atrasos e maior lotação para os passageiros.
Atualmente, há cerca de 1.300 coletivos elétricos em operação na cidade, abaixo da meta estabelecida de 2.600 veículos até dezembro de 2026. O atraso no avanço da eletrificação é atribuído à falta de adequação da infraestrutura pela Enel, que não aumentou a potência das redes necessárias para suportar a carga das novas frota elétrica.
Diante das dificuldades na eletrificação, alternativas como ônibus movidos a biometano estão sendo consideradas. Para 2028, a meta de 2.200 coletivos sustentáveis foi estabelecida, substituindo o termo ‘não poluentes’ pelo conceito de ‘menos poluentes’.
A concessionária Sambaíba, que opera na zona Norte, iniciou um projeto para converter ônibus a diesel em modelos movidos a biometano.
Com a nova diretriz, a prefeitura busca evitar um colapso no sistema de transporte coletivo, assegurando que a frota mantenha um padrão de operação, mesmo que por meio da manutenção de veículos mais antigos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Arthur Ferrari
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