Publicado em: 8 de maio de 2026
Segundo informações publicadas pelo Diário do Transporte, a Empresa de Ônibus Santa Rita Ltda, com sede em Fernandópolis, São Paulo, foi autorizada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) a operar em 136 mercados interestaduais. Essas liberações ocorreram na primeira janela de oportunidade aberta pela agência, que visa permitir que as viações solicitem trechos de operação.
As operações da empresa irão abranger importantes centros, incluindo Bahia (Vitória da Conquista), Minas Gerais e São Paulo. As capitais de Minas Gerais e São Paulo são os principais destinos, além da região do ABC Paulista, que contará com várias linhas de ônibus.
Notavelmente, a Santa Rita obteve a maioria das autorizações em trechos onde já existe uma empresa atuando, identificados como mercados monopolistas. Dentre os 136 mercados, 102 são sob essa classificação, incluindo rotas como:
Em contrapartida, 34 mercados novos foram autorizados, onde ainda não há nenhuma oferta. Exemplos incluem:
A ANTT aprovou um total de 47.291 mercados, sendo que 38.379 referem-se a mercados desatendidos e 8.912 a mercados monopolistas. Este aumento representa um crescimento de 113%, passando de 33.961 para 72.340 autorizações administrativas. A expectativa é que 5.459 mercados sejam submetidos a um processo seletivo público.
Enquanto a Santa Rita conseguiu suas liberações por meio da primeira janela da ANTT, empresas como FlixBus também se destacaram. A FlixBus conseguiu autorizações para operar 1.158 mercados anteriormente sem atendimento e 72 onde já há ofertas, consolidando sua presença no Brasil desde 2021.
A Buser, que adota o modelo de fretamento colaborativo, recebeu 27 autorizações. Este número é dividido entre 26 mercados sem atendimento e um para competir em um mercado já existente. A empresa adquiriu as operações da Transportes Santa Maria e Expresso JK, que já atuavam no setor.
Apesar dos avanços, a Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia) alerta para a necessidade de cautela. A associação afirma que não há garantias palpáveis de que os benefícios da liberalização vão se concretizar e que muitas das rotas autorizadas podem não ser viáveis na prática.
O advogado especializado em transportes, Ilo Löbel da Luz, aponta que “grande parte dos mercados concedidos não será operada, pois muitos não são rentáveis”. Questões jurídicas e operacionais também acarretam riscos, que necessitam de análise cuidadosa.
Em resumo, a nova fase de autorizações de transporte rodoviário interestadual traz tanto oportunidades quanto desafios para o setor. À medida que as empresas se adaptam às mudanças e novos modelos de negócio surgem, resta observar como o mercado se desenvolverá.
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