O candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), criticou de forma contundente a gestão da saúde pública no estado, afirmando que os índices de expectativa de vida revelam um problema que não pode ser ignorado. Sua declaração foi feita em uma entrevista ao Jornal Clube Cidade, veiculada pela Band FM, conduzida pela jornalista Beatriz Maciel.
Conforme informações publicadas pelo Rondônia Agora, Costa destacou que a expectativa de vida ao nascer em Rondônia é de 72,79 anos, uma diferença significativa em relação à média nacional de 77,60 anos. O estado ocupa uma das últimas posições do Brasil nesse indicador, à frente apenas de Maranhão e Piauí.
O candidato enfatizou que esses números refletem as dificuldades enfrentadas pela população no acesso a serviços de saúde essenciais. Ele criticou o que considera ingerência, ineficiência e falta de prioridade na administração das políticas públicas de saúde, ressaltando que os recursos e estruturas existentes precisam ser convertidos em um atendimento efetivo.
"Não vou aceitar como fato consumado ver o meu povo morrendo à míngua, enquanto a ineficácia permeia na administração pública. Vamos governar com o coração. Sou filho de Rondônia e farei o que for necessário para mudar esse triste cenário," disse Costa.
Ele defendeu a necessidade de uma transformação no modelo de gestão da saúde, propondo que esta seja conduzida com planejamento, transparência e responsabilidade pública. Entre suas propostas, estava a ampliação e modernização da rede hospitalar, redução de filas e valorização dos profissionais de saúde.
"Não podemos aceitar que pessoas esperem meses por uma consulta, um exame ou uma cirurgia enquanto a administração pública não consegue entregar aquilo que é seu dever. Saúde não pode ser balcão de interesses. Saúde é direito, é vida e precisa estar acima de qualquer disputa política," acrescentou o candidato.
Costa ressaltou a importância de monitorar o desempenho da saúde pública com indicadores objetivos, que incluam a redução da mortalidade e o aumento da expectativa de vida. Ele criticou a ideia de que Rondônia deve se conformar com índices negativos, afirmando que seu objetivo é resolver os problemas, não apenas administrá-los.
"Rondônia não pode se acostumar com indicadores ruins. Não quero governar para administrar filas, carências e problemas históricos. Quero governar para resolver. O nosso povo precisa viver mais e viver melhor," afirmou.
O candidato também anunciou que pretende priorizar a saúde em seu programa de governo, visando fortalecer o sistema público e melhorar os serviços disponíveis à população. "Sou filho de Rondônia. Conheço a realidade de quem precisa do serviço público e não aceita mais esperar. Vamos enfrentar a ineficiência, combater a ingerência e colocar a vida das pessoas no centro das decisões do governo," concluiu Costa.
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