O Ministério da Defesa da Rússia confirmou nesta terça-feira (2) que a realização de um ataque noturno em larga escala à Ucrânia foi uma retaliação a supostos “atos terroristas” registrados em solo russo. Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, o governo russo afirma ter atingido vários alvos militares ucranianos durante a ofensiva.
As autoridades ucranianas informaram que drones e mísseis russos bombardeiam a capital, Kiev, e outras cidades ao longo da madrugada, resultando na morte de pelo menos 13 pessoas e mais de 100 feridos. Estes ataques ocorreram após uma série de alertas sobre a possibilidade de um grande ataque por parte de Moscou nos dias anteriores.
De acordo com o Ministério da Defesa russo, o ataque utilizou armamento de alta precisão e longo alcance, sendo lançado a partir de aeronaves, terra e mar. O Kremlin alegou que mísseis hipersônicos e drones atingiram sete regiões da Ucrânia, incluindo alvos estratégicos em Kiev, Zaporíjia e Kharkiv, como instalações de combustível e aeródromos militares.
Na semana passada, o governo russo havia advertido sobre o início de “ataques sistemáticos” a alvos na capital ucraniana em resposta a um ataque com drones atribuído à Ucrânia, que destruiu um dormitório estudantil em Luhansk, causando a morte de 21 pessoas. Por outro lado, a Ucrânia alega que o alvo do ataque era um centro de comando de drones e não estudantes.
Em declarações anteriores, o presidente Vladimir Putin afirmou que a Ucrânia “abriu uma nova página em uma série de crimes” com os ataques em Luhansk e Kherson, enquanto ambas as partes negam intenções de atacar civis deliberadamente.
A invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia teve início em fevereiro de 2022, com Moscou controlando atualmente cerca de um quinto do território ucraniano. Durante o processo, Putin anunciou a anexação de quatro regiões: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia.
Apesar do avanço russo ser lento no leste da Ucrânia, Moscou não demonstra sinais de desistir de seus objetivos estratégicos na guerra. Ao mesmo tempo, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faz apelos por um acordo de paz.
A Ucrânia tem intensificado seus ataques dentro do território russo, visando desestabilizar a infraestrutura militar adversária. Em contrapartida, a Rússia aumentou suas ofensivas aéreas, incluindo ataques com drones.
Embora ambos os lados afirmem não ter como alvo a população civil, milhares de civis ucranianos já perderam a vida no conflito. A estimativa é de que milhares de soldados tenham morrido nas frentes de batalha, porém, nenhum dos lados divulga números oficiais de baixas militares. Os Estados Unidos, por sua vez, estimam que 1,2 milhão de pessoas foram feridas ou morreram devido à guerra.
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