O estado de São Paulo registrou um aumento alarmante no volume de roubos e furtos de veículos elétricos e híbridos, com os números mais que dobrando em 2026. De acordo com dados da Ituran Brasil, empresa de telemetria veicular, foram 101 ocorrências entre janeiro e maio de 2026, comparadas a apenas 44 no mesmo período de 2025. Essa estatística foi compilada com informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Segundo informações publicadas pela Quatro Rodas, o gerente de operações da Ituran, Fernando Correa, explicou que o crescimento nas ocorrências reflete a expansão da frota de veículos eletrificados no Brasil. “Com mais desses modelos circulando, é natural que eles comecem a chamar a atenção de quadrilhas especializadas. Além disso, são veículos com alto valor agregado e componentes eletrônicos sofisticados, o que pode despertar interesse no mercado ilegal de peças”, afirmou Correa, destacando a pluralidade de fatores que podem ter contribuído para esse aumento.
Os dados apontam uma mudança no perfil dos delitos. Em 2025, o roubo correspondia a 59% das ocorrências, mas em 2026, essa estatística inverteu-se: 84,16% dos casos reportados foram furtos. Isso indica que os criminosos estão se adaptando e aperfeiçoando suas técnicas de atuação.
Correa ressaltou que os ladrões estão utilizando equipamentos avançados para acessar os sistemas eletrônicos dos veículos e clonar chaves, tornando os furtos mais ágeis e discretos. “Esse cenário sublinha a importância das tecnologias de monitoramento e rastreamento, especialmente considerando o aumento acelerado da frota de veículos eletrificados”, complementou.
São Paulo é o epicentro desses crimes, concentrando a maioria das ocorrências. Em 2026, a cidade passou de 23 para 74 registros de roubos e furtos. O bairro da Vila Mariana é o mais afetado, com nove ocorrências, seguido pelos bairros Saúde e Vila Prudente, ambos com quatro. Outras cidades como Santo André e São Bernardo do Campo também constam no ranking, embora Santo André tenha reduzido suas ocorrências de seis para três.
As quintas-feiras são os dias mais críticos, com 24,7% dos casos, seguidas pelas terças-feiras (21,7%) e sextas-feiras (13,8%). As ocorrências são mais frequentes à noite (30,6%), com a tarde e manhã seguindo em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Quanto à idade dos veículos, as preferências dos criminosos concentram-se na faixa de 2 a 5 anos de uso (51,4%), com 26,7% correspondendo a veículos com menos de 2 anos.
Esses dados ressaltam a necessidade de adoção de novas tecnologias de segurança e estratégias eficazes para proteger os veículos eletrificados, cada vez mais visados por criminosos.
Para mais informações, consulte a fonte original na Quatro Rodas, publicada em 10 de agosto de 2026.
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