O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) informou ao presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, que não tem a intenção de concorrer ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A declaração foi feita em um encontro na terça-feira (12 de maio de 2026), em Brasília, antes da cerimônia de posse do novo ministro do TSE, Kássio Nunes Marques.
Pacheco, em sua conversa com Silva, afirmou que sua posição atual é de não querer uma candidatura, embora tenha sinalizado que pretende dialogar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir sua posição final na disputa. A próxima reunião é considerada crucial para definir seu futuro político e discutir as condições necessárias para que ele considere uma candidatura.
Durante o encontro previsto com Lula, o senador discutirá os requisitos para uma eventual candidatura ao Palácio Tiradentes, ressaltando que uma campanha bem-sucedida exige um suporte mais robusto do que apenas a adesão do PT. Isso inclui uma estrutura política fortalecida, mobilização de apoiadores, articulação com lideranças regionais e uma presença consolidada em todo o estado.
Além de suas considerações políticas, sobre sua trajetória pessoal, Pacheco também avalia a possibilidade de migrar para a iniciativa privada. Recentemente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual presidente do Senado, ofereceu ao senador uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU) devido à iminente saída de Bruno Dantas, embora muitos em seu círculo interpretem essa alternativa como um “fim de carreira”.
O PT defende a candidatura de Pacheco para o governo de Minas Gerais, um estado com o segundo maior colégio eleitoral do país. Lula já afirmou que não possui um “plano B” para Minas, levando Edinho Silva a manter as portas abertas para futuras conversas a respeito de uma candidatura.
Atualmente, o PT enfrenta desafios em encontrar um nome competitivo para a disputa governamental. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), é visto como uma alternativa viável, tendo disputado o governo em 2022 com apoio de Lula, mas não conseguiu vencer Romeu Zema (Novo).
Outras possibilidades incluem a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que foi encaminhada como pré-candidata ao Senado, e o ministro Alexandre Silveira (PSD), que é citado como “plano B” caso Pacheco não decida entrar na disputa, embora prefira uma candidatura ao Senado.
A estratégia do PT em Minas se concentra na formação de uma coligação forte, não descartando a possibilidade de indicar o vice em uma chapa liderada por Kalil.
As informações foram extraídas e adaptadas de uma reportagem do Poder360, publicada em 13 de maio de 2026.
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