O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, anunciou nesta terça-feira (19) que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não será candidato ao governo de Minas Gerais. O PT já está buscando alternativas para a disputa no estado, uma vez que Pacheco era considerado a principal aposta do partido no local.
Segundo Edinho, “[…] em Minas Gerais, nós estávamos trabalhando com a candidatura do Rodrigo Pacheco. Infelizmente ele optou por não ser candidato. Estamos reabrindo o diálogo em Minas Gerais e conversando com várias lideranças. Tenho certeza de que vamos construir uma candidatura que tenha um palanque forte para o presidente em Minas.”, comentou durante uma entrevista ao podcast “Warren Política”, do Warren Investimentos.
Pacheco, que recentemente trocou o PSD pelo PSB com a intenção de concorrer ao cargo, indicou a dirigentes petistas seu desejo de desistir da disputa estadual para tentar uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
O senador já enfrentava resistência dentro do PT após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), que muitos petistas acreditam ter sido sabotada por Pacheco e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. O petista tenta viabilizar sua própria indicação ao STF, mas o presidente Lula preferiu apoiar Jorge Messias.
Alternativas ao nome de Pacheco incluem o empresário Josué Gomes da Silva (PSB), da Coteminas, que é visto como um “plano B” no Estado. Josué é filho de José Alencar, que foi vice-presidente durante os primeiros mandatos de Lula. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), também é mencionado, mas Lula parece resistente à sua indicação.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, o que torna a escolha do candidato estadual uma questão estratégica para Lula, que busca sua reeleição.
Na mesma entrevista, Edinho Silva comentou uma pesquisa da AtlasIntel, publicada nesta terça-feira, que revela a queda das intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o aumento da vantagem de Lula em um eventual segundo turno. Flávio caiu seis pontos percentuais desde abril e aparece com 41,8% das intenções de voto, enquanto Lula lidera com 48,9%.
O levantamento foi realizado após a divulgação de uma conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, na qual solicitava doações para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Edinho argumentou que “quando esse fato vem à público, coloca o debate no lugar correto”.
Ele enfatizou ainda que, com as revelações sobre o Banco Master, Lula foi o primeiro a pedir a apuração dos fatos, enquanto Flávio está cercado de suspeitas.
— Foto: Rogerio Vieira/Valor
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