De acordo com informações publicadas pela CNN Brasil, pelo menos 142 prefeituras do Rio Grande do Sul estão com seus serviços essenciais comprometidos devido à escassez de diesel. Este número representa aproximadamente 30% dos 497 municípios do estado.
O levantamento foi realizado pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), que recebeu respostas de 315 prefeituras até a última quinta-feira (19). Segundo a federação, os prefeitos estão sendo forçados a priorizar serviços na área da saúde, especialmente o transporte de pacientes, enquanto obras e outras atividades que dependem de maquinário enfrentam paralisações.
Adriane Perin de Oliveira, presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, alertou que a situação pode se agravar caso não sejam implementadas medidas para assegurar o abastecimento de diesel. “Temos o risco de que isso afete o transporte escolar e o transporte de pacientes para outras cidades. Vamos levar esses dados ao governador e reforçar a necessidade de buscarmos alternativas para garantir o pleno funcionamento dos serviços. Precisamos de respostas efetivas, especialmente por parte do governo federal”, afirmou Oliveira.
Recentemente, a elevação dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, tem pressionado os custos do diesel, levantando preocupações sobre possíveis desabastecimentos em todo o Brasil.
O governo federal anunciou medidas para mitigar os impactos, mas muitos especialistas consideram que as ações precisam ser executadas rapidamente e podem ser insuficientes diante da magnitude da crise. Uma das medidas, a Medida Provisória nº 1.344/2026, foi publicada na quinta-feira (19) e prevê um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para o Ministério de Minas e Energia. Essa MP assegura uma subvenção econômica à comercialização de óleo diesel por parte de produtores e importadores.
Outra ação importante foi a suspensão dos impostos federais que incidem sobre o diesel, como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Além disso, o Ministério da Fazenda sugeriu que os estados zerem o ICMS sobre a importação de diesel, com a União arcando com a metade da perda de arrecadação, visando evitar desabastecimento por conta da discrepância entre os preços do combustível no mercado interno e externo.
No entanto, até a última sexta-feira (20), apenas o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), havia se mostrado favorável à proposta de zerar o ICMS sobre o combustível em seu estado.
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