Prefeitos do Partido Liberal (PL) no Paraná estão em processo de articulação para uma saída em massa após a filiação do senador Sergio Moro à legenda e sua indicação como candidato ao governo do estado. A situação gera apreensão e poderá impactar as eleições de forma significativa.
Uma coletiva de imprensa está agendada para a manhã desta quinta-feira (26), em Curitiba. Durante o evento, os prefeitos deverão anunciar oficialmente o movimento, bem como suas justificativas para a saída e os novos posicionamentos políticos.
Conforme apuração da Gazeta do Povo, a debandada pode englobar dezenas de lideranças municipais, mas existe divergência sobre o número exato de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores que deixarão a sigla.
O ambiente político retrata um movimento organizado como uma reação de aliados do governador Ratinho Junior, que tem como pano de fundo a consolidação de Moro como o candidato do PL nas disputas estaduais.
Na terça-feira (24), o deputado federal Fernando Giacobo renunciou à presidência do PL no Paraná para apoiar Ratinho Junior. Durante seu anúncio, ele convidou todos os prefeitos para o encontro do dia 26.
Ainda na mesma data, Filipe Barros foi designado como o novo presidente estadual do partido, também alinhado a Moro.
A situação revela um racha na sigla. Enquanto alguns prefeitos já confirmaram a desfiliação, outros permanecem indecisos sobre seus próximos passos. Entre os que confirmaram a saída estão Edsom Luiz Bagetti, de Pérola d’Oeste, e outros líderes de cidades como Ventania e Enéas Marques.
Por outro lado, prefeitos como Nei Sgobi (Vera Cruz do Oeste) e Luiz Gustavo Botogoski (Araucária) ainda não decidiram sobre a desfiliação, mas estão avaliando a atual situação. A indecisão deve ser revista na coletiva de Curitiba.
A apuração indica que, atualmente, o PL possui cerca de 52 prefeitos no Paraná. Entretanto, o impacto efetivo da debandada só se tornará claro após o anúncio oficial no encontro desta quinta-feira.
Procurado, o pré-candidato Sergio Moro analisou a situação afirmando que “a pressão da máquina do governo é previsível”. Ele acrescentou que mudanças nos quadros dos partidos são comuns durante a janela partidária.
Moro enfatizou que, ao final do ciclo eleitoral, “o PL Paraná estará maior e mais forte”. O novo presidente do PL-PR, Filipe Barros, também comentou a situação e anunciou a intenção de dialogar respeitosamente com todos os líderes aliados ao partido.
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