Um policial militar de 58 anos faleceu após um intenso confronto com equipes da própria corporação na noite de domingo (26/4) no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. Durante o incidente, ele disparou contra clientes de uma adega local, resultando na morte de um homem de 27 anos e ferindo o proprietário do estabelecimento, de 61 anos.
Segundo informações publicadas pelo O Tempo, a PM foi acionada às 22h48 após relatos de uma briga acompanhada de disparos. Uma equipe nas proximidades prontamente se deslocou à cena e relatou que disparos haviam sido feitos para conter a situação. No local, uma testemunha indicou ter ouvido os tiros, sem conseguir distinguir se eram disparos de arma de fogo ou explosões.
Enquanto buscavam informações, os policiais perceberam um homem armado que saiu de sua residência com duas pistolas, uma calibre 9mm e outra .40, sendo uma delas de propriedade policial. Apesar das ordens para se deitar no chão e soltar as armas, o homem começou a disparar em direção à adega.
Diante da ameaça, os policiais revidaram os tiros para proteger os civis. O suspeito foi atingido e caiu ao chão; no entanto, continuou a disparar contra os frequentadores da adega. As equipes precisaram recuar e buscar abrigo, retornando a disparar somente quando a situação foi controlada.
Após a confirmação da segurança no local, os oficiais prestaram socorro. No entanto, foi constatado que o cliente da adega havia sido atingido pelos tiros disparados pelo militar e não sobreviveu. O policial também recebeu atendimento hospitalar, mas morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Canadá.
Inicialmente, o dono da adega informou que não estava ferido, mas mais tarde chegou à UPA, alegando ter sido atingido em um tiro no quadril. Ele passou por cirurgia e seu estado é considerado estável, de acordo com a equipe médica.
Testemunhas não conseguiram confirmar se houve discussão antes do tiroteio, mas familiares do policial relataram desavenças anteriores com o proprietário da adega, relacionadas a barulho e perturbações. A perícia recolheu as armas utilizadas e realizou os procedimentos necessários na cena do crime.
O caso foi registrado e encaminhado à Polícia Judiciária Militar, que se encarregará das investigações. A Corregedoria da Polícia Militar também está acompanhando o caso. Em nota, a PMMG ressaltou que o atirador era um policial militar que havia sido reconduzido à ativa. A instituição confirmou que todas as providências judiciais foram adotadas e que a investigação está sob supervisão.
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