A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento na região central de São Paulo, em fevereiro. De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, a policial enviou mensagens a uma amiga revelando ciúmes intensos de seu marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, e chegou a afirmar que ele “ficava cego” com essa possessividade.
O advogado da família, Dr. Miguel Silva, compartilhou uma imagem da conversa entre Gisele e sua amiga, na qual ela mencionou sobre a possibilidade de ser morta por Geraldo, dizendo: “qualquer hora me mata”. Essa informação ressoa com os relatos familiares, que caracterizam o relacionamento do casal como conturbado e abusivo.
Os familiares de Gisele relataram que o tenente-coronel impunha diversas proibições à policial, como não usar batom, salto alto e perfume, além de controlar suas redes sociais e exigir a execução rigorosa de tarefas domésticas. Em um testemunho, o irmão de Gisele revelou que o marido havia enviado um vídeo ameaçador, mostrando uma arma apontada para sua própria cabeça, prometendo se suicidar caso Gisele tentasse se separar.
Em um áudios enviado ao pai dias antes de sua morte, Gisele manifestou o desejo de se afastar da rotina domiciliar adversa. Segundo a gravação, ela expressou a intenção de morar mais perto da família, mencionando que “quanto mais perto, melhor” seria para sua logística diária e para a filha, Giovana.
A Polícia Civil está aguardando dois novos laudos: um sobre a exumação do corpo de Gisele e outro resultante de uma reconstituição do crime. Esses laudos são essenciais para determinar os próximos passos na investigação e avaliar se deve ser solicitada a prisão do tenente-coronel.
Foi confirmado que Gisele morreu devido a um tiro na cabeça, e os laudos periciais também revelaram lesões em seu rosto e pescoço, sugerindo que houve luta antes de sua morte, algo que levanta questões sobre a dinâmica do incidente.
As investigações estão em andamento enquanto as autoridades revisam laudos periciais e depoimentos para esclarecer as circunstâncias que envolvem a morte de Gisele. A CNN Brasil entrou em contato com a defesa do tenente-coronel, mas ainda aguarda uma resposta.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
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