A Polícia Militar de São Paulo executou uma operação para remover barreiras instaladas na favela de Paraisópolis neste domingo (3), menos de 24 horas após a Folha de S.Paulo noticiar o aumento do controle da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) na região. A ação marca a intensificação das táticas da facção, semelhante ao modus operandi do Comando Vermelho (CV).
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) compartilhou imagens da operação em suas redes sociais, afirmando que “não haverá lugar em São Paulo onde a polícia não entre”. Ele destacou a importância de combater o crime organizado e assegurou que a presença do Estado está sendo reforçada nas comunidades afetadas pela criminalidade.
O vídeo divulgado pelo governador mostra o uso de ferramentas como marretas e serras elétricas para a remoção de bloqueios feitos com materiais pesados, incluindo barras de ferro e peças de concreto. Nas imagens, a sigla PCC pode ser vista marcada em um dos elementos removidos.
A Folha confirmou que a operação foi direcionada a Paraisópolis, embora o vídeo não mencione explicitamente o local da ação. A Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Militar não responderam sobre o endereço exato onde as barreiras foram removidas até o fechamento desta reportagem.
Imagens aéreas feitas por drones mostram barreiras adicionais que controlam o acesso, semelhantes a gradis utilizados em eventos. Moradores relataram que, durante o dia e à noite, o tráfego era supervisionado por vigilantes, restrigindo o livre acesso de estranhos.
Segundo a PM, a operação faz parte de um plano para intensificar o policiamento na área e deverá continuar ao longo da semana. A polícia busca reestabelecer o acesso às vias e dificultar a atuação de grupos criminosos, conforme comunicado oficial.
Cerca de 60 policiais participaram da operação de remoção das barreiras, que incluem elementos identificáveis do PCC. Os recursos mobilizados também incluíram drones e 15 viaturas. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que, entre janeiro e abril deste ano, foram realizadas 291 prisões, além de 120 capturas de indivíduos procurados, e 198 prisões em flagrante na região, com apreensões significativas de drogas e armas.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que as operações são fundamentadas em dados de inteligência e que a presença policial na área é permanente, promessa que se estenderá pelos próximos dias.
Conforme detalhado pela Folha de S.Paulo, o controle exercido pelo PCC em Paraisópolis tem impedido a rotina dos quase 60 mil moradores, que convivem com extorsões a comerciantes e segurança restrita. A comunidade se tornou um ponto central para resolução de conflitos internos da facção, reforçando a ideia de que a região opera sob as diretrizes do PCC, com consequências severas para eventuais detratores.
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