Carlos Alexandre Martins da Silva foi preso durante a operaçãoReprodução
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Publicado em 29/04/2026 07:56 | Atualizado em 29/04/2026 08:09
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro lançou uma operação nesta quarta-feira (29) para desmantelar o braço financeiro do Comando Vermelho. O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é um dos alvos da ação, que ocorreu na Zona Sudoeste da cidade. Carlos Alexandre Martins da Silva, considerado um dos operadores financeiros da facção, foi detido durante a operação.
As equipes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão em campo cumprindo mandados de prisão e busca e apreensão em regiões como Jacarepaguá e Barra da Tijuca. Além de Oruam, as autoridades buscam capturar sua mãe, Márcia Gama Nepomuceno, e seu irmão, Lucca Nepomuceno, além de outros membros da cúpula da facção.
As investigações revelaram um complexo sistema de movimentação e ocultação de recursos oriundos do tráfico de drogas. De acordo com a DRE, os líderes do Comando Vermelho transferem quantias significativas para operadores financeiros, que fragmentam o dinheiro por meio de contas de terceiros, além de usá-lo para diversos pagamentos e aquisição de bens.
Os investigadores identificaram movimentações financeiras que não se alinham com a renda declarada pelos envolvidos, apontando para a origem ilícita dos recursos. A apuração incluiu um cruzamento de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos e informações telemáticas.
Conversas entre Carlos Costa Neves, conhecido como Gardenal, uma das lideranças do Comando Vermelho, e um miliciano levantaram questões sobre a influência persistente de Márcio dos Santos Nepomuceno, também conhecido como Marcinho VP. Mesmo após anos de encarceramento, ele continua a ser uma figura central na organização.
A operação da DRE faz parte da “Operação Contenção”, uma iniciativa do Governo do Estado para enfrentar a expansão territorial do Comando Vermelho. Desde o início dessa ofensiva, mais de 300 prisões foram realizadas e 136 pessoas morreram em confrontos. Além disso, cerca de 470 armamentos foram apreendidos.
As investigações permanecem em andamento, visando descobrir mais envolvidos e empresas utilizadas na lavagem de ativos ilícitos. Os esforços da Polícia Civil indicam um comprometimento em desmantelar a estrutura financeira e operacional da facção criminosa.
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