A Polícia Civil de São Paulo planeja solicitar a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de envolvimento na morte de sua esposa, Gisele Alves Santana, de 32 anos. O corpo da policial foi encontrado em sua residência no Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro de 2026.
A decisão sobre o pedido de prisão ocorrerá em uma reunião com a Corregedoria da Polícia Militar, que colabora com a investigação. Conforme informado pela [Folha de S.Paulo](https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/03/policia-civil-deve-pedir-a-prisao-de-tenente-coronel-por-suposta-participacao-na-morte-da-mulher.shtml), a equipe investiga a relação entre o tenente-coronel e o crime e aparentemente possui evidências contundentes.
O advogado de Rosa Neto, Eugenio Malavasi, declarou que não tem conhecimento sobre a reunião entre a Polícia Civil e a Corregedoria e, portanto, não sabe se um pedido de prisão será feito.
Inicialmente classificada como suicídio, a morte passou a ser considerada suspeita, e agora é tratada como homicídio, após laudos do Instituto Médico Legal (IML) indicarem lesões no pescoço e no rosto de Gisele, com marcas que sugerem violência.
Durante o depoimento, o tenente-coronel relatou que entrou no banheiro por volta das 7h e ouviu um disparo um minuto depois, supondo que fosse o barulho de uma porta. Ele afirmou que encontrou sua esposa caída no chão, ferida e segurando uma pistola, e que imediatamente acionou a polícia.
Gisele foi socorrida, mas não sobreviveu. O laudo do IML também menciona a ausência de sinais de defesa em seu corpo. A pistola em questão pertencia a Geraldo e estava guardada em seu quarto, que ele não havia trancado no dia do incidente.
A investigação ganhou novo impulso ao se descobrir o histórico conturbado do relacionamento entre Gisele e Geraldo. Ele próprio confirmou que a relação se deteriorou desde sua transferência para um batalhão diferente no ano anterior, levando a casal a dormir em quartos separados.
Geraldo alegou que falou com Gisele na manhã da tragédia e sugeriu a separação, mas ela o mandou sair do quarto. A mãe de Gisele, em depoimento, descreveu o tenente como “excessivamente violento”, revelando que ele controlava rigidamente a aparência da mulher, proibindo-a de usar batom, salto alto e perfume.
Após expressar sua intenção de se separar, Gisele recebeu de Geraldo um vídeo em que ele aparece em lágrimas, com uma arma apontada para a própria cabeça, ameaçando se matar em caso de rompimento. O vídeo foi compartilhado com seus familiares antes de ser excluído, mas o irmão conseguiu salvá-lo e apresentou à Polícia Civil.
Recentemente, a juíza Giovanna Christina Colares, do Tribunal de Justiça de São Paulo, decidiu que o processo seria redistribuído para a Vara do Tribunal do Júri, considerando a natureza do crime suspeito. Além disso, o advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Junior, solicitou à Justiça que busque imagens de câmeras de segurança do condomínio para investigar os relatos sobre o disparo ouvido por testemunhas.
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