Governo Lula planeja novas medidas para aliviar a população endividada e conter o preço do diesel
No início da tarde de segunda-feira, 6 de abril de 2026, uma reunião não programada no Palácio da Alvorada reuniu membros da equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pauta principal incluiu medidas para ajudar a população endividada e alternativas para amenizar o aumento do preço do diesel.
O encontro contou com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan; da ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior; e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Os três tomaram posse recentemente, em substituição aos titulares que deixaram o cargo para concorrer nas eleições deste ano.
A equipe discute a possibilidade de ampliar programas de renegociação de dívidas similares ao Desenrola Brasil, uma iniciativa implementada em 2023, que já foi encerrada. Este programa permitiu a renegociação de débitos com descontos significativos, especialmente voltados à população de baixa renda. A nova proposta busca reativar este modelo com um alcance maior, envolvendo mais instituições financeiras.
Além disso, análise do governo aborda outras estratégias para combater o superendividamento, como a ampliação do crédito consignado, que pode ser estendido a trabalhadores do setor privado. A criação de novos limites para os juros do rotativo do cartão de crédito também está em pauta, dado que a taxa média atingiu aproximadamente 435% ao ano, conforme dados do Banco Central do Brasil.
No que diz respeito aos combustíveis, uma nova Medida Provisória (MP) pode reduzir o preço do diesel em até R$ 1,20 por litro. A proposta prevê uma subvenção à importação do combustível, com um custo estimado de R$ 3 bilhões por dois meses, que será dividido entre a União e os Estados.
Essa medida visa lidar com a alta dos preços do petróleo no mercado internacional e pretende minimizar os impactos sobre a inflação, especialmente nas áreas de transporte e alimentos. O governo também está considerando a continuação de mecanismos já utilizados para reduzir repasses ao consumidor.
Essas iniciativas são parte da estratégia do Planalto para reativar o consumo em um ano eleitoral. Durigan defende o reforço das medidas de alívio financeiro para as famílias e ações para mitigar os efeitos da alta do diesel na inflação. O presidente Lula tem enfatizado a importância de “colocar o pobre no orçamento” e passou a tratar o problema do endividamento das famílias brasileiras como uma questão central para o crescimento econômico.
Além disso, Lula já mencionou a necessidade de desenvolver mecanismos que previnam aumentos abruptos nos custos para os consumidores, tendo em vista o impacto direto nos preços de transporte e alimentos. As propostas estão sendo discutidas em um contexto onde a popularidade do governo enfrenta pressão. Uma pesquisa do Datafolha, divulgada em março, indicou que 47% da população aprova a gestão atual, enquanto 49% a desaprovam.
De acordo com levantamento do Poder360, a desaprovação de Lula se aproxima da registrada por Bolsonaro a seis meses da eleição. As taxas de avaliação do atual presidente estão em níveis similares aos de um ex-presidente que não conseguiu se reeleger desde a redemocratização.
As informações foram retiradas de reportagens do site Poder360 e Datafolha.
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