A Polícia Federal (PF) anunciou, em nota oficial, a transferência do delegado responsável pela investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, com o objetivo de assegurar “maior eficiência e continuidade” ao inquérito que investiga supostas fraudes no INSS.
A mudança ocorreu após a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que havia solicitado a quebra de sigilo bancário de Lulinha durante o andamento do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações do ND Mais, a PF indicou que a investigação seguirá sob a supervisão de uma nova área especializada.
A PF comunicou que a Operação Sem Desconto, que apura esses casos, foi transferida da Coordenação-Geral de Polícia Fazendária para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores.
Essa nova estrutura é destinada a investigações “sensíveis e complexas” que tramitam no STF. A corporação esclareceu que não houve alteração na equipe que segue conduzindo as investigações, garantindo a continuidade do trabalho.
A movimentação dentro da PF chamou a atenção do ministro André Mendonça, que solicitou esclarecimentos em uma reunião após a troca de delegados. Guilherme Figueiredo Silva era considerado uma figura central na investigação de desvios financeiros no INSS e havia autorizado o pedido de quebra de sigilo de Lulinha, que obteve aprovação do STF posteriormente.
O inquérito, que investiga fraudes em benefícios previdenciários, envolve também o empresário Antônio Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema. Lulinha passou a ser investigado após depoimentos e análises financeiras que sugeriam sua possível ligação com pessoas sob investigação.
A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que não houve prática ilícita. A apuração ainda se desenvolve sob a supervisão do STF, permitindo novas diligências no futuro.
No comunicado oficial, a PF afirmou:
“A Polícia Federal esclarece que os inquéritos relativos à Operação Sem Desconto foram transferidos da Coordenação-Geral de Polícia Fazendária (CGFAZ/DICOR/PF) para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/CGRC/DICOR/PF). A transferência foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações. Ressalta-se que não houve alteração na equipe que conduz as investigações.”
Esta informação foi publicada inicialmente pelo portal ND Mais e repercutida pelo Bastidores da Notícia, mantendo o compromisso com a transparência na atribuição de fontes.
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