Segundo informações publicadas pelo O Globo, a terceira fase da Operação Compliance Zero resultou na prisão de Vorcaro e no afastamento de dois servidores do Banco Central (BC): Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup). O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que ambos os servidores usem tornozeleira eletrônica.
A investigação revela que Vorcaro mantinha um grupo no WhatsApp com seu cunhado, destinado à vigilância e Intimidação de adversários. A Polícia Federal (PF) afirma que Vorcaro planejou um ato violento com o intuito de “prejudicar violentamente” o jornalista Lauro Jardim.
A defesa de Vorcaro, procurada pela reportagem, afirmou que o banqueiro colaborou com as investigações e não obstruiu o trabalho das autoridades envolvidas no caso. Contudo, as evidências apontam que Vorcaro e os servidores se comunicavam continuamente sobre questões regulatórias, encaminhando documentos e minutas para análise prévia.
Conforme a decisão da justiça, as investigações revelaram que Vorcaro solicitava orientações estratégicas ao servidor Paulo Sérgio sobre como conduzir reuniões e abordar temas sensíveis diante das autoridades regulatórias. O contato entre eles é descrito como uma relação de emprego/consultoria, onde Paulo Sérgio adotou uma postura mais próxima aos interesses de Vorcaro, apesar de sua posição no BC.
As mensagens transcritas revelam ainda que, em troca de favores, Vorcaro teria oferecido viagens a Orlando para Paulo Sérgio. A PF mencionou que Vorcaro também articulou contratos simulados de serviços para justificar transferências financeiras a servidores do BC, configurando assim uma estrutura de corrupção.
Além disso, as investigações destacam que Vorcaro instruiu pessoas próximas com linguagem de intimidação, demonstrando a criação de um braço armado para405 coação contra adversários de seu banco. As mensagens indicam a estrutura de um plano para controlar e manipular as ações dentro do regulador financeiro, comprometendo a integridade da fiscalização das instituições bancárias.
Esses desdobramentos da Operação Compliance Zero não apenas destacam um esquema grave de corrupção, mas também levantam questões sobre a credibilidade das instituições financeiras e sua supervisão pelos órgãos reguladores. A continuidade das investigações será crucial para evitar futuras práticas ilícitas e garantir a transparência no setor bancário brasileiro.
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